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Archive for the ‘Cultura Afro’ Category

curiosidades de yemanja

1. Yemanjá AWOYÓ:
A primogênita. A mais velha das Yemanjás e dos mais ricos trajes; usa sete saias para guerrear e defender seus filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; come carneiro e, quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se com Oxumarê, o arco-íris.

2. Yemanjá OKETÉ (OGUTÉ, OKUTÍ ou KUBINI)
É a guardiã de Olokum. A do azul pálido (claro), está nos arrecifes da costa (porteira de Olokum). Encontra-se tanto no mar, no rio, na laguna, quanto na mata. Yemanjá, nesta qualidade, é mulher do deus da guerra e dos ferros, OGUM. Come (recebe sacrifícios) em sua companhia e os aceita tanto no mar quanto no matagal. Quando guerreia leva pendentes da cintura o facão e as demais ferramentas de Ogum. Ela trabalha muito, é severa, rancorosa e violenta. É uma temível amazona.

3. Yemanjá MAYALEO ou MAYELEWO:
Mora nos bosques, em um pequeno poço ou manancial, que sua presença torna inesgotável. Nesse caminho, assemelha-se à sua irmã Oxum Ikolé, porque é feiticeira. Tem estreitas ligações com Ogum. Tímida e reservada, incomoda-se quando se toca o rosto de sua iaô e retira-se da festa.

4. Yemanjá AYABÁ ou ACHABÁ
Nesta qualidade, Yemanjá é perigosíssima, sábia e muito voluntariosa. Usa no tornozelo uma corrente de prata. Seu olhar é irresistível e seu ar é altaneiro. Foi mulher de Orunmilá, e Ifá sempre acata sua palavra. Para ouvir seus fiéis costuma ficar de costas. Suas amarrações jamais podem ser desatadas.come carneiro macho castrado vem sempre pelos caminhos de nana , saponna e xango.um orixa belo mais porem que nescessita sempre de uma boa atenção para que não se faça nanã em vez de sabá

5. Yemanjá KONLÉ ou KONLÁ:
A da espuma. Está na ressaca da maré; enreda e envolta em um mato de algas e limo. Por ser navegante, vive nas hélices dos barcos.

6. Yemanjá AKUARA:
A das duas águas – Yemanjá na confluência de um rio. Ali encontra-se com sua irmã Oxum. Mora na água doce, gosta de dançar, é alegre e muito correta; Não pratica malefícios. Cuida dos doentes, prepara remédios, amarra abicus.

7. Yemanjá ASESU:
É a mensageira de Olokum, a da água turva, suja. Muito séria e trabalhadora.; vai no esgoto, nas latrinas e cloacas. Recebe suas oferendas na companhia dos mortos. É muito lenta em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas do pato a ela sacrificado, e caso se engane na conta, começa de novo e essa operação se prolonga indefinidamente.e um caminho que deverar ser muito pesquizado,pois caminha sempre com alguma qualidade de oya de bale deixando muitas as vezes seus filhos padecerem com influencias de egun,um orixa prospero quando bem iniciado,cabe lembrar que esse caminho nao se faz em tres ou 7 dias como vem acontecendo na atualidade.
iku ike obarainan

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Efun

Efun é uma cerimonia ritualística que consiste em pintar a cabeça raspada e o corpo de um iniciado, com circulos ou pontos, e com traços tribais, feitos com giz, também conhecido como pemba durante a iniciação. Na primeira saida (saida de Oxalá) do iniciado (Iaô), a pintura é toda branca. Na segunda costuma-se usar a côr preferida do seu orixá de cabeça.Para essa pintura usa-se giz dissolvido em água, com um pouco de goma arábica. Depois da dança a pintura é removida com um banho de ervas sagradas.
Efun na língua iorubá é cal, giz. No culto de Obatalá ( Oxalá) , na África este é representado por bolos redondos de giz – sésé – efun ( xexé efun ) , bem como outros objetos brancos. Efun também significa cal. E cal é ” lime ” em inglês , que também é limo. O chamado ” limo” da Costa para representar Oxalá acaba sendo confundido devido ao uso errôneo das palavras. O cal ou gesso, , segundo as tradições africanas, é o material para o “assentamento”, que é a implantação do orixá no iaô e no seu fetiche.Dicionário de cultos Afro. Brasileiros Olga Gudolle Cacciatore nome jeje-nago dado a vários tipos de pó, utilizados nos rituais afro brasileiro.
Efun mineral: é um pó retirado de calcário, que são encontrados na natureza em várias cores, também chamada de tabatinga. É utilizado na feitura de santo que serve para pintar o corpo do neófito, chamada de efum fum (pó branco).
Efun vegetal: é um pó retirado de frutos tipo: obi, orobo, aridan, pichurin, nós-moscada e folhas sagradas. A mistura do efun mineral e o efum vegetal recebe o nome de atin e só deve ser preparada pela iyaefun ou iyalorixa. A farinha de mandioca é chamada naturalmente de efun nos terreiros de candomblé.

Efun animal: é um pó retirado de ossos e cartilagens dos animais utilizados em sacrifícios aos orixás. Esta extração deve ser feita pelo axogun ou babalorixá, entrando na preparação de assentamento de orixa.
Efun (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebos elaborados para aos Orisa-funfun (Orisa’s dos primórdios). O efun simboliza o Dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir, vitalizar, iluminar, clarear, despertar, avivar. Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para acalmar, tranqüilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun.

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Salve Obaluae !

Obaluaê é uma flexão dos termos: Oba (rei) – Oluwô (senhor) – Ayiê (terra), ou seja, “Rei, senhor da Terra”. Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) – Oluwô (senhor), que quer dizer “ Filho e Senhor”. Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência  e influência. No cotidiano significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados  a mesa força da natureza.

Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da – Costa), porque para os humanos é proibido ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.

Obaluaê está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.

Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris de Saúde, que fazem pra trazer saúde para o corpo doente.

O órgão central da regência de Obaluaê é a bexiga, mas está ligado a todos os outros. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.

Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Obaluaê (ou Omulu) que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquela alma.

Obaluaê também é o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós. Daí a ligação que tem com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.

O sol também tem a sua regência. Ele também é o Calor provocado pelo sol quente. Há quem diga que não se deve sair à rua quando o Sol está quente sem a proteção de um patuá, a fim de não correr o riscos e não sofrer a ira de Obaluaê, geralmente fatal.

Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.

Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.

Obaluaê é à força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.

Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua invocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da saúde.

 

Mitologia

Filho de Nanã – que abandou por ser doente – foi criado por Iemanjá. É o irmão mais velho de Ossãe, Oxumarê e Ewá; Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações, por sua importância.

Conta-se que, uma vez esquecido por Nanã, fora criado por Iemanjá, que curou das moléstias. Cresceu forte, desenvolveu a arte da caça, tornando-se guerreiro e viajante.

Certo dia, numa de suas jornadas, chegou até uma aldeia, coberto de palha, como sempre viveu. Como todos conheciam sua fama, suas ligações com as moléstias contagiosas, foram barradas antes mesmo de penetrar na aldeia.

-Não o queremos aqui! –  disse o  dirigente da tribo.

– Mas quero apenas água e um pouco de comida, para prosseguir minha viagem. Apenas isso! – respondeu Obaluaê, ou melhor, dizendo Xapanã, nome pelo qual era chamado.

– Vá-se embora, Xapanã! Não precisamos de doença, nem de mazelas em nossa aldeia. Vá procurar água e comida em outro lugar!

E Xapanã, então foi sentar-se no alto do morro próximo. A manhã mal começara e ele ficou, sentado, envolto em palha da costa, observando a subida do sol.

O tempo foi passando, as horas foram-se passando e, ao meio-dia, exatamente, o Sol já escaldante, tornou-se insuportável. A água ficara quente, o alimento se estragava e toda a tribo se contorcia de dor, aflição e agonia. Xapanã a tudo observava, imóvel, como um totem, como um símbolo de palha.

Na aldeia um alvoroço se fez. Uns tinham dores na barriga, outros tinham forte dores de cabeça. Outros, ainda, arrancavam sangue da própria pele, numa coceira incontrolável. Outros agiam como loucos incontrolados. Aos poucos, a morte foi chegando para alguns.

Xapanã apenas assistia…

Parecia que o tempo havia parado ao meio-dia, mas, na verdade, foram três dias de sol quente, pois a noite não chegava. Era apenas sol durante todo o tempo. E durante todo o tempo a aldeia viu-se às voltas com doenças, loucura, sede, fome, morte!

Xapanã, inerte, via tudo, imóvel…

Não agüentando mais, e vendo que Xapanã continuava do alto do pequeno morro observando, o dirigente de aldeia foi até ele suplicar perdão, atirando-se aos seus pés.

– Em nome de Olorun, perdoe-nos! Já não suportamos tanto sofrimento! Tente perdoar, por favor, Senhor Xapanã! Tente perdoar!

De súbito, Xapanã levantou-se, desceu até a aldeia e pisou na terra. Tornou-a fria. Tocou na água, tornou-a também fria; tocou os alimentos e tornou-os novamente comestível; tocou a cabeça de cada um dos aldeões e curou-lhes a doença; tocou os mortos e fez voltar a vida em seus corpos.

Restaurada a normalidade, Xapanã pediu mais uma vez:

-Quero um pouco de água e alguma comida para prosseguir viagem.

Num instante foi-lhe servido o que de melhor havia em toda a aldeia. Deram-lhe, vinhos de palmeira, frutas, carne, legumes, cereais, enfim, o que tinham de melhor.

Voltando-se para os aldeãos, Xapanã deu-lhes uma lição de vida.

-Vivemos num só mundo. Sobre a mesma terra, debaixo do mesmo sol. Somos todos irmãos e devemos ajudar uns aos outros, para que a vida seja mantida. Dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome é ajudar a manter a vida.

Voltou-se e partiu. Atrás dele o povo da aldeia gritava:

-Xapanã, Rei  e Senhor da Terra! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê!

Obaluaê que sua benção e proteção nos seja dada sempre!.

 

Dados

Dia: segunda feira

Data: 13 ou 16 de agosto;

Metal: chumbo;

Cor: preto e branco  e ou preto, branco e vermelho;

Partes do corpo: a pele e os pulmões;

Comida: deburú  (pipoca), abadô (amendoim pilado e torrado), Iatipá (folha de mostarda) e ibêrem (bolo de milho envolvido na folha de bananeira);

Arquétipo: sóbrios, reservados, generosidade destacada,  geniosos, independentes, teimosos, tendência ao masoquismo.

Símbolos: xaxará ou íleo (com que limpa as doenças e os males espirituais)

 

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Penas Sagradas

Os nativos americanos usam, em especial, as da águia e do falcão para curar doenças, para aumentar o poder da cerimônia. As penas e os pássaros comunicam a linguagem sagrada do espírito, mostra-nos uma finalidade mais elevada. As penas do Cachimbo Sagrado são as da Águia Dourada. Suas penas simbolizam o Sol Espiritual
Pássaros podem freqüentemente ser considerados os símbolos da alma. Suas habilidades para voar refletem a habilidade dentro de nós para voarmos para novas qualidades, servir de ponte entre o céu e a terra., estimular grandes vôos de esperança, inspiração e idéias

Transcrevo abaixo texto de Maril Crabtree, extraído do seu Livro Penas Sagradas:
” …aprendi que em muitas tradições antigas a pena preta é um sinal de sabedoria mística, recebido numa iniciação espiritual. Tais penas (de corvos, por exemplo) são freqüentemente utilizadas por figuras xamânicas.
Ao longo da história, as penas têm se apresentado como símbolos para xamãs e sacerdotes, como símbolos de realeza para reis e chefes, como símbolos de cur ou como símbolos sagrados em culturas tão antigas quanto as eras egípcia, asiática e céltica. essas culturas possuíam habilidades para se comunicar com a natureza por meio de caminhos que foram ignorados ou esquecidos em nossa época atual.
Porém, as penas são mais do que históricas. para muitos, elas representam sinais místicos, mensagens ou oportunidades. São fragmentos de sincronicidade na fluida miscelânea dos significados universais. As penas surgem em lugares inesperados como uma garantia do bem-estar, como um sinal reconfortante da abundância no universo e como mensageiros inconfundíveis de esperança e encorajamento. Sua graça efêmera as torna perfeitos emissários da liberdade espiritual e emocional.

fonte : snips

ÌYÉ ORÒ – AS PENAS SAGRADAS

Ìkódíde, Agbè, àlùkò e Lékeléke são as quatros penas sagradas de nossa religião, somente
sendo utilizadas dentro da ritualística e nunca como um simples adorno. Elementos
primordiais e indispensáveis dentro dos Ìgbèrè– Ritos Iniciáticos e de Passagens de qualquer
divindade do Panteão Iorubá. Não existem penas semelhantes, são únicas em sua essência,
simbologia e significado, ou seja, são insubstituíveis. Dentro do Corpo Literário de Ifá são
mencionadas nos mais diversos Oba Odú e seus Omo Odú.

KÓDÍDE ou ÌKÓÓDE trata-se de uma pena vermelha, extraída da cauda de um tipo
de papagaio africano da espécie Psittacus erithacus conhecido popularmente
por papagaio-cinzento, papagaio-do-Gabão ou papagaio-do-congo entre o povo iorubá
é denominado de Odíde ou Odíderé. Tornou-se Rei entre todas as aves, simbolo da
fecundação, da menstruação, da gestação, representa o nascimento e o simbolo do poder
feminino. Representação da realeza, honra e status, esta acima da simbologia do Adé –
Coroa. Fixado a frente da cabeça, representa o processo iniciático e confirma os ritos de
iniciação e/ou de passagem.

AGBÈ
AGBÈ pena azul extraída da cauda da ave africana Turaco da família
dos Musophagidae Touraco porphyreolophus. Descritos nos mitos, como o pássaro que
carregava a boa sorte e a riqueza para Olokun – Divindade dos Oceanos. Para que possa agir
tem que ser utilizada em contrapartida com o Àlùkò.

ÀLÙKÒ pena de cor púrpura (entre escarlate e violeta) extraída das asas da ave africana
Turaco da família dosMusophagidae Touraco ruspolii. Descritos nos mitos, como o pássaro
que carregava a boa sorte e a riqueza para Olosa – A Divindade das Águas Doces. Da mesma
forma que sua contrapartida, somente age em companhia do Agbè.

LÉKELÉKE pena de cor branca, extraída da ave Bubulcus ibis conhecida popularmente por
garça-vaqueira ou garça-boieira, nativa da África e do Sul da Europa, que invadiu a América
do Norte no início do Século XX e atingiu o Brasil na década de1960. Descritos nos mitos
como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Òrìsà Nla e toda a sua corte.
Simbolo por excelência de todos os Òrìsà Funfun.

Um fragmento do Texto Sagrado de Ifá:

Agbè ni i gbe’re k’Olòkun,
Àlùkò ni i gbe’re k’Olòsa,
Odíderé-Moba-Odo Omo Agbegbaaje-ka ni naa ni i gbe’re k’Oluwoo.
O pássaro Agbè carrega a benção de Olòkun
O pássaro Àlùkò carrega a benção de Olòsa
O papagaio do Rio Mogba, descendência de um poderoso exército carrega uma cabaça com a
fortuna para o Rei de Iwó
Os pássaros Agbè e Àkùkò são agentes intermediários entre o poder da imensidão das águas.
Oluwoo é um título do Rei de Iwó a Legendária Cidade, reduto da ave Odíderé.

Ojúure l’Agbè fi í w’aró
Agbè won jí t’aró t’aró
Ojúure l’Àlùkò fi í w’osùn
Àlùkò won jí t’osùn t’osùn
Ojúure l’Lékeléke fi í w’efun
Lékeléke won jí re pel’efun

O pássaro Agbè desperta com aró
O pássaro Agbè olha com bondade para aró
O pássaro Àlùkò desperta com osùn
O pássaro Àlùkò olha com bondade para osùn
O pássaro Lékeléke desperta com efun
O pássaro Lékeléke olha com bondade para efun

Agbe ló l’aró, kìí rá’hùn aró,
Àlùkò ló l’osùn, kìí rá’hùn osùn
Lékèélékèé ló l’efun, kìí rá’hùn efun

O pássaro Agbè não se lamenta por muito tempo ao aró
O pássaro Àlùkò não se lamenta por muito tempo ao osùn
O pássaro Lékèélékèé não se lamenta por muito tempo ao efun

Neste fragmento dos Textos Sagrados de Ifá relata a ligação das
aves Agbè, Àlùkò e Lékeléke com a pinturas sagradas aró, osùn e efun. Essa expressão
“despertar” tem a conotação de “ao amanhecer de cada dia” as aves sagradas carregam em
si o poder e a essência de três dos quatros Oba Odú primordiais da existência
universal;Ogbè Méjì relacionado com o efun, Òyèkú Méjì e sua relação com o osùn e
ligação de Ìwòri Méjì com o aró. O fato de não se “lamentar por muito tempo” está baseado
em uma oferenda cujo o qual os principais ingredientes são as penas e as pinturas citadas.

Ojúure lògbólógbòó Odíderé fi í w’Iwó
Ìkódíde àse kun be aràiyé

O grande e velho papagaio olha com bondade para Iwó.
O poder da pena Ìkódíde enche de suplicas os seres deste mundo.

Como mencionado anteriormente Iwó é a Cidade Legendária reduto da ave Odíderé onde
essa desempenhava a função de favorecer seu povo com as principais bençãos e suplicas dos
seres humanos: Ire Ajé – riqueza,
Ire Owó – dinheiro,
Ire omo – filhos,
Ire Ìpéláyé – vida longa,
Ire Obìnrin – mulher p/ser esposa,
Ire Okonrin – homem p/ser marido,
Ire Ìbùjókó –um lugar para morar,
Ire Àláfíà – paz e contentamento,
Ire Oríre – boa sorte,
IreImuarale- boa saude

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Aqui tem Axé – defendemos o fim do clientelismo e intolerância religiosa

Alexandre de Oxalá – Baba Alaiye convidou voc"e para o evento ‘Reunião – FOAFRO – DF e Entorno’ em Rede Afrobrasileira Sociocultural
 

Sua presença é importante

Horário: 11 março 2010 de 18:30 a 22:00
Local: Auditório da Câmara dos Vereadores
Organizado por: Alexandre de Oxalá – Baba Alaiye

Descrição do evento:
Irmãos e irmãs,

Venho por intermédio da presente mensagem, convidá-lo para a reunião extraordinária do FOAFRO a realizar-se no dia 11/03/2010, quinta feira no local e horário abaixo indicados:

Câmara dos Vereadores de Valparaiso de Goiás – GO
Na BR 040, próximo ao hotel LOCATELI
das 18:30 às 22:00 horas
Fone Dúvidas do endereço: (61) 9100-6132 Alexandre

Temas:

1) Apresentação do FOAFRO para as lideranças locais
2) Andamento de ações locais
3) Esclarecimentos sobre a importância da regularização das casas
4) Temas diversos

Att

Alexandre de Oxalá
Rede Afrobrasileira Sociocultural

Ver mais detalhes e RSVP em Rede Afrobrasileira Sociocultural:

http://redeafro.ning.com/events/event/show?id=2526150%3AEvent%3A63310&xgi=51z9QLjqvFBj33&xg_source=msg_invite_event

Sobre Rede Afrobrasileira Sociocultural
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AGENDA PERMANENTE

Janeiro a Dezembro

Teatro Miguel Santana 
Pelourinho, Salvador – Bahia 
de 2ª-feira a sábado, às 20h

Entre em contato conosco no seguinte endereço:

Teatro Miguel Santana 
Rua Gregório de Matos, 49 – Pelourinho
Salvador – Bahia – Brasil
CEP: 40.025-060

Tel/Fax: 55 (71) 3322-1962
E-mail: 
w.botelho@terra.com.br

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[SP] Exposição ‘Mulheres’ comemora Dia Internacional da Mulhe


Fonte: Espaço Cultural Flávio Craveiro   
O Espaço Cultural Flávio Craveiro, no D. Pedro I, realizará de 8 até 31 de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8, a exposição ‘Mulheres’, da artista plástica Edja Rondon, de 74 anos. A mostra é composta por 20 quadros em giz pastel, que trazem figuras humanas e flores.
 
A artista já pintou mais de 200 quadros com esta técnica e ganhou vários prêmios em diferentes salões de artes. Antes de utilizar o giz pastel, Edja pintou muito tempo com a técnica óleo sobre tela. Uma doença chegou a lhe tirou a mobilidade e a firmeza dos braços, obrigando-a a parar de trabalhar, mas sua persistência foi maior e aos 70 anos retomou sua arte.

 

Serviço: Espaço Cultural Flávio Craveiro. Avenida Lênin, 200, – Dom Pedro I. Informações pelo telefone (12) 3903-2298. Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 18h.

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