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Archive for the ‘Culture-Share’ Category

 

Salve Obaluae !

Obaluaê é uma flexão dos termos: Oba (rei) – Oluwô (senhor) – Ayiê (terra), ou seja, “Rei, senhor da Terra”. Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) – Oluwô (senhor), que quer dizer “ Filho e Senhor”. Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência  e influência. No cotidiano significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados  a mesa força da natureza.

Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da – Costa), porque para os humanos é proibido ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.

Obaluaê está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.

Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris de Saúde, que fazem pra trazer saúde para o corpo doente.

O órgão central da regência de Obaluaê é a bexiga, mas está ligado a todos os outros. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.

Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Obaluaê (ou Omulu) que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquela alma.

Obaluaê também é o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós. Daí a ligação que tem com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.

O sol também tem a sua regência. Ele também é o Calor provocado pelo sol quente. Há quem diga que não se deve sair à rua quando o Sol está quente sem a proteção de um patuá, a fim de não correr o riscos e não sofrer a ira de Obaluaê, geralmente fatal.

Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.

Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.

Obaluaê é à força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.

Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua invocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da saúde.

 

Mitologia

Filho de Nanã – que abandou por ser doente – foi criado por Iemanjá. É o irmão mais velho de Ossãe, Oxumarê e Ewá; Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações, por sua importância.

Conta-se que, uma vez esquecido por Nanã, fora criado por Iemanjá, que curou das moléstias. Cresceu forte, desenvolveu a arte da caça, tornando-se guerreiro e viajante.

Certo dia, numa de suas jornadas, chegou até uma aldeia, coberto de palha, como sempre viveu. Como todos conheciam sua fama, suas ligações com as moléstias contagiosas, foram barradas antes mesmo de penetrar na aldeia.

-Não o queremos aqui! –  disse o  dirigente da tribo.

– Mas quero apenas água e um pouco de comida, para prosseguir minha viagem. Apenas isso! – respondeu Obaluaê, ou melhor, dizendo Xapanã, nome pelo qual era chamado.

– Vá-se embora, Xapanã! Não precisamos de doença, nem de mazelas em nossa aldeia. Vá procurar água e comida em outro lugar!

E Xapanã, então foi sentar-se no alto do morro próximo. A manhã mal começara e ele ficou, sentado, envolto em palha da costa, observando a subida do sol.

O tempo foi passando, as horas foram-se passando e, ao meio-dia, exatamente, o Sol já escaldante, tornou-se insuportável. A água ficara quente, o alimento se estragava e toda a tribo se contorcia de dor, aflição e agonia. Xapanã a tudo observava, imóvel, como um totem, como um símbolo de palha.

Na aldeia um alvoroço se fez. Uns tinham dores na barriga, outros tinham forte dores de cabeça. Outros, ainda, arrancavam sangue da própria pele, numa coceira incontrolável. Outros agiam como loucos incontrolados. Aos poucos, a morte foi chegando para alguns.

Xapanã apenas assistia…

Parecia que o tempo havia parado ao meio-dia, mas, na verdade, foram três dias de sol quente, pois a noite não chegava. Era apenas sol durante todo o tempo. E durante todo o tempo a aldeia viu-se às voltas com doenças, loucura, sede, fome, morte!

Xapanã, inerte, via tudo, imóvel…

Não agüentando mais, e vendo que Xapanã continuava do alto do pequeno morro observando, o dirigente de aldeia foi até ele suplicar perdão, atirando-se aos seus pés.

– Em nome de Olorun, perdoe-nos! Já não suportamos tanto sofrimento! Tente perdoar, por favor, Senhor Xapanã! Tente perdoar!

De súbito, Xapanã levantou-se, desceu até a aldeia e pisou na terra. Tornou-a fria. Tocou na água, tornou-a também fria; tocou os alimentos e tornou-os novamente comestível; tocou a cabeça de cada um dos aldeões e curou-lhes a doença; tocou os mortos e fez voltar a vida em seus corpos.

Restaurada a normalidade, Xapanã pediu mais uma vez:

-Quero um pouco de água e alguma comida para prosseguir viagem.

Num instante foi-lhe servido o que de melhor havia em toda a aldeia. Deram-lhe, vinhos de palmeira, frutas, carne, legumes, cereais, enfim, o que tinham de melhor.

Voltando-se para os aldeãos, Xapanã deu-lhes uma lição de vida.

-Vivemos num só mundo. Sobre a mesma terra, debaixo do mesmo sol. Somos todos irmãos e devemos ajudar uns aos outros, para que a vida seja mantida. Dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome é ajudar a manter a vida.

Voltou-se e partiu. Atrás dele o povo da aldeia gritava:

-Xapanã, Rei  e Senhor da Terra! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê!

Obaluaê que sua benção e proteção nos seja dada sempre!.

 

Dados

Dia: segunda feira

Data: 13 ou 16 de agosto;

Metal: chumbo;

Cor: preto e branco  e ou preto, branco e vermelho;

Partes do corpo: a pele e os pulmões;

Comida: deburú  (pipoca), abadô (amendoim pilado e torrado), Iatipá (folha de mostarda) e ibêrem (bolo de milho envolvido na folha de bananeira);

Arquétipo: sóbrios, reservados, generosidade destacada,  geniosos, independentes, teimosos, tendência ao masoquismo.

Símbolos: xaxará ou íleo (com que limpa as doenças e os males espirituais)

 
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ORI

Ori é o deus portador da individualidade de cada ser humano. Representa o mais íntimo de cada um, o inconsciente, o próprio sopro de vida em sua particularização para cada pessoa. Ori mora dentro das cabeças humanas, tornando cada um aquilo que é.

Como ao morrer, a cabeça de uma pessoa não é separada para o enterro, Ori é conhecido como aquele que pode fazer a grande viagem sem retorno, pois os outros orixás, mesmo quando morrem seus filhos, são libertados da cabeça (Ori) e retornam ao Orun (céu, ou mundo exterior).

À cerimónia de equilíbrio do Ori dá-se o nome de Bori (bo = oferenda, ori = cabeça => dar oferenda para a cabeça, fortalece-la). Não se deve no entanto confundir Bori com Iniciação. O Bori pode ser feito em qualquer momento e não implica qualquer vínculo com o Orixá ou com a casa.

Durante o processo iniciático a primeira entidade a ser equilibrada é justamente o Ori, a individualidade pessoal, para que a pessoa não se transforme num mero espelho do orixá.

Um dos mitos sobre Ori diz que ele pode depois de enterrado voltar ao Orum, levado por Nanã ou Ewá. Diz este mito que um dia Ori percebeu que era o momento de nascer outra vez e foi falar com Olorum, o Universo, solicitando permissão para nascer na mesma família em que havia nascido antes. Olorum permitiu, com a condição de que apenas ele, Olorum, pudesse conhecer o dia de sua morte, sem que Ori pudesse opinar sobre esta questão e que o destino de Ori só pudesse ser mudado quando Ifá fosse consultado.

Este orixá não tem características estéticas pois não incorpora. Apenas é cultuado juntamente com os orixás, possuindo um número no jogo de búzios onde “fala”.

A quizila de Ori é a mentira.

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Sarah La Kali

Sarah la Kali

A primeira menção histórica a respeito de Sarah la Kali foi encontrada em um texto escrito em 1521, por Vincent Philippon intitulado, A Lenda das Santas-Marias. Suas páginas manuscritas encontram-se agora na biblioteca de Arles. Nesta versão da lenda, Sarah vivia em Camargue, sul da França (sem mais detalhes) entre ciganos do clã Sinte.

De acordo com outra narrativa, Sarah era de nascença uma egípcia e foi para a Palestina como escrava de José de Arimatéia. Este, que no ano 50 d.C empreendeu fuga da perseguição romana aos cristãos, viajando através do mar em uma pequena embarcação acompanhado de Maria Jacobina (irmã de Maria de Nazaré), Maria Salomé(mãe dos apóstolos João e Tiago) e Maria (mãe de). Eles se depararam com uma tempestade severa e segundo essa versão da lenda, Sarah guiou a todos, por meio da leitura das estrelas, para a costa distante, no sul da França.

Em outra lenda que nós, ciganos Sinte, acreditamos muito mais …Sarah la Kali foi uma cigana que estava acampada na costa ao sul da França, quando o barco em questão se aproximou. E o contato entre ela e as “marias vindas do mar” se deu da seguinte forma: de acordo com Franz Ville, autor do livro (Tziganes, editado em Bruxelas 1956): ” Uma de nossa gente foi quem recebeu a primeira revelação e essa pessoa foi Sarah la Kali. Nascida em uma família cigana, Sarah la Kali foi a pessoa principal de seu clã em Rhone (antigo nome da atual cidade de Saint Marie de La Mer). Ela foi escolhida como sacerdotisa-iniciada nos elementos Terra, Água e Ar e é por esse motivo que se vestia de preto, daí seu nome Sarah la Kali (em Romanês, Kali significa preto). Conhecedora de todos os segredos a ela transmitidos, e diga-se de passagem eram muitos os segredos; pois nós, ciganos, a esse tempo já conhecíamos os fundamentos de várias religiões e dominávamos várias formas de ocultismo. Nessa época uma vez por ano, os ciganos Sinte colocavam em seus ombros a estátua de ISHTAR (a filha da Lua) e entravam no mar para receber suas bençãos ( fato que atualmente ocorre com a imagem de Sarah la Kali). Ainda há registros nas tradições orais em Romani desta parte da lenda:
” um dia Sarah la Kali teve visões que a informaram: as “marias” que estiveram presentes à morte deJesus viriam para sua região e que ela as ajudaria. Sarah viu-as chegando em um barco. O mar estava bravio e ameaçava afundar a embarcação. Sarah lançou seu lenço nas ondas e, usando o mesmo, caminhou sobre as águas ajudando as “marias” a desembarcarem em segurança.


Image Detail

ORAÇÃO PARA SANTA SARA KALI – Em Romani

“Manglimos Katar e Icana Sara Kali

Tu Ke San Pervo Icana Romli Anelumia
Tu Ke Biladiato Le Gajie Anassogodi Guindiças
Tu Ke daradiato Le Gajie, Tai Chudiato Anemaria
Thie Meres Bi Paiesco Tai Bocotar Janes So Si e Dar,
E Bock, Thai O Duck Ano Ilô Thiena Mekes Murre Dusmaia
Thie Açal Mandar Thai Thie Bilavelma
Thie Aves Murri Dukata Angral O Dhiel
Thie Dhiesma Bar, Sastimôs
Thai Thie Blagois Murrô Traio
Thie Diel O Dhiel.”

Oração

Tu que és a única Santa Cigana do Mundo.
Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos.
Tu que fostes amedrontada e jogada ao mar.
Para que morresses de sede e de fome.
Tu sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração.
Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem.
Que Tu sejas minha advogada perante à Deus.
Que Tu me concedas sorte, saúde e que abençoe a minha vida.
Amém 


continuacao:

CONTINUACAO

 

A bem da verdade Saintes-Maries-de-la- Mer , ou “santas marias do mar “, é uma pequena vila de pescadores localizada no centro-sul da costa do mediterrâneo, França, na região de Camargue de Bouches-du-Rhone. Escavações arqueológicas e lendas locais indicam que a região tem sido venerada como um lugar sagrado por uma sucessão de culturas, incluindo os celtas, romanos, cristãos e, mais recentemente, nós, os ciganos. Uma vez que era o local sagrado da deusa tríplice celta – ligada às águas ( a deusa tríplice é o cerne das religiões pagãs e está presente em diversas culturas). Na cultura celta, há várias deusas que assumem esse papel de deusa tríplice, trazendo em si as três fases da vida: nascimento, crescimento e morte. São representadas por uma mulher que traz em si a adolescente, a mãe e a anciã. O três ou a tríade, antes mesmo de ser usado no Cristianismo, era a base da magia e religião celta, pois se baseava não só nas três fases da vida, mas também nas estações (que no início eram contadas como três – sendo que uma dependia da Terra, outra da Água e a última do Ar ). Em época celta a cidade possuía uma deusa da primavera conhecida pelo nome de Oppidum Priscum Ra. A adoração a deusa tríplice da água foi substituída por templos romanos dedicados a Artemis, Cibele e Ísis. Já em 542 dC, a cidade era conhecida como Saintes-Maries-de-la-Barca, em 1838, recebeu seu nome atual: o de “Saint Maries de la mer”. Fontes históricas mencionam uma igreja do século 9 construída na vila, mas muito pouco se sabe sobre a história da cidade antes do século 14, por causa de sua localização remota. Não se sabe exatamente quando e por que a igreja da vila se tornou o local mais sagrado dos ciganos”manushes” , algum tempo após sua chegada na Europa no início dos anos 1400.

Outros aspectos de Sarah la Kali: 
Quando nas lendas aparece a referência de que ela foi escolhida como sacerdotisa iniciada, na realidade isso equivale a dizer: ela era a personificação de uma Shakti. E dentro dos conceitos atávicos que trouxemos do norte da Índia, como personificação de uma Shakti, Sarah la Kali exercia a proteção dos oprimidos e perseguidos e é por isso que alguns clãs ciganos peregrinam rumo ao “santuário” de Sarah la Kali, em Saint Marie de la Mer, na França.

Nicolas Ramanush

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Esta seria a visão aproximada que as “Marias” tiveram do Mar Mediterrâneo para a região onde, conforme reza a lenda, estavam os ciganos e Sarah la Kali e que atualmente encontra-se a Catedral.

Esta seria a visão aproximada que as “Marias” tiveram do Mar Mediterrâneo para a região onde, conforme reza a lenda, estavam os ciganos e Sarah la Kali e que atualmente encontra-se a Catedral.O pequeno Rhône é um dos braços de um rio que deságua no Mediterrâneo, tem 68 km , sua profundidade varia 2 a 5 metros e sua largura entre 60 e 150 metros. Aqui navegávamos em suas águas calmas e viamos o famoso Rancho Reynaud. Um dos mais antigos e importantes da região na criação de touros de Camargue.

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Arroz de Camargue

 

 

Nesta foto você pode ver os campos de arroz, à margem do petit Rhône. O arroz é plantado em maio e colhido em setembro. Reparem que já havia alguns brotos. O arroz de Camargue é famoso no mundo inteiro pois é cultivado em água salgada que dá a ele um sabor diferenciado.

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Essa vegetação é chamada de Salicórnia elas são cheias de água, óleo e sal. É usada como tempero e chamada de “sal verde”.

 

Você pode ver na foto acima que a Cripta de Sarah la Kali situa-se logo abaixo do altar principal , e não do lado de fora da Catedral como muita gente acreditava.A Cripta é abobadada e na parte mais alta tem aproximadamente 2,80m

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No horário da missa com predominância de não ciganos.

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A cruz que se ve acima da porta lateral da Igreja é chamada Cruz de Camargue ela pode ser vista na maioria das casas da região e o seu simbolismo significa ” a minha fé está ancorada no meu coração”. Acima a esquerda ve-se a Catedral repleta de pessoas dentro , fora e na torre da mesma. Registramos aqui a saída de Sarah e na torre ve-se pessoas que buscavam uma visão privilegiada. Abaixo a tal visão privilegiada antes da procissão.

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Na placa afixada na Catedral pode-se ler oseguinte: ” Igreja das Santas Marias – século IX,X e XII.Dedicada as Santas Marias Jacobina e Salomé. Construida sobre um antigo santuário ( que hoje é a Cripta de Sarah),na forma de um forte para proteger os habitantes e as relíqueas das invasões Sarracenas.
Dentro da Cripta estatua deSantaSarah patrona dos Ciganos.

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GUIA DE CONSULTA E UTILIZAÇÃO DAS

ERVAS MEDICINAIS


ABACATEIRO “Persea Gratíssima”: Rico em vitaminas e proteínas, é diurético, combate a gota, o ácido úrico e elimina cálculos renais e biliares. É preferível usar as folhas secas, pois as verdes são estimulantes e aumentam as palpitações cardíacas. A massa do abacate é fortificante dos cabelos e tem alto poder cicatrizante.

ABÚTUA “Chododendron Platyphyllum”: A raiz e o tronco são as partes usadas. Muito útil nas dificuldades da menstruação atrasada, cólicas e nas febres intermitentes.

ABSINTO “Artemisia absinthum”:  Um ótimo estimulande, em pequenas doses. Ameniza a anemia e descarrega a bílis. Uma boa receita é fazer um chá com hortelã e canela.  Evitar na gravidez e na lactação, é emenagogo.

AGONIADA “Plumeria lancifoliata”: Calmante das histerias, ameniza cólicas, menstruações dificeis e dolorosas e febres intermitentes. Substitui o quinino.

AGRIÃO “Sisymbrium nasturtium”:  Com enxofre em grande quantidade é um ótimo anti-caspa, diminui e queda de cabelos, é também um tônico estimulante, cicatrizante, depurativo, anti-inflamatório, descongestionante, digestivo, diurético e antiescurbútico.

ALCACHOFRA “Cynara sculymus” Ótimo diurético e eliminador do ácido úrico, reumatismo, atua nos distúrbios hepáticos e digestivos, aumenta a secreção biliar e faz baixar a pressão arterial. Evitar na lactação.

ALCAÇUZ “Glycyrhiza glabra”  De sabor adoçicado, é emoliente empregado na bronquite e tosses crônicas.

ALECRIM “Rosmarinus officinalis” Muito útil da debilidade cardíaca, é excitante do coração e do estômago. Combate a flatulência, males do fígado, rins e intestinos. O chá é bom para combater a tosse, asma, gripe. Em banhos alivia o reumatismo ecura feridas. Dose normal: De 5 a 10 gr. por litro.

ALFAFA “Medicago sativa” Suplemento alimentar, rica em vitamínas (K), minerais, contém potássio, magnésio, fósforo e cálcio. Age nas anemias e hemorragias. Revigorante nos casos de fadiga e alimentação insuficiente.

ALFAVACA “Occimum basilicum” Tem poder antisséptico, cura feridas e hematomas. A INFUSÃO forte pode ser usada em gargarejos e bochechos contra dor de garganta, mau hálito e aftas. Serve ainda contra queda de cabelos (deixe agir por cinco minutos e enxágue).

ALFAZEMA “Lavandula officinalis” Poderoso antisséptico, cicatrizante, estimula a circulação periférica, anti-depressiva, sedativa e analgésica. É ainda desodorante, purificante e ótimo repelente de insetos.

ALGODOEIRO “Gossypium herbaceum” A parte usada é a casca da raiz recente e tem propriedade diurética e emenagoga. Ameniza cólicas e dores do parto. Deve ser evitada na gravidez.

ALHO “Alium sativum”  Poderoso depurativo do sangue, é expectorante, antiséptico pulmonar, antinflamatório, antibacteriano, tônico, vermífugo, hipoglicemiante, antiplaquetártio, antioxidante, diminui o colesterol e a viscosi-dade sanguínea. É altamente indicado em diabetes, hipertensão, bronquites, asma e gripes.

AMEIXEIRA “Prunus Doméstica”  Tanto as folhas como o fruto, servem para soltar o intestino e regularizar as funções digestivas. Como consequência melhoram a pele.

AMOREIRA “Morus Nigra”  As folhas são empregadas no combate ao diabetes, pedras nos rins e limpar a bexiga. Recentemente descobriu-se ser util na reposição hormonal.

ANDIROBA “Carápa guaiananensis”  Semente amazônica que serve como repelente e como reconstituite celular da derme, eliminando inflamações e dores superficiais. Tem ação purgativa na eliminação de vermes.

ANGÉLICA  “Angelica Officinalis” Planta aromática procedente do Hemisfério Norte. Muito indicada no trato digestivo e na insuficiência de suco gástrico e problemas estomocais. Não é recomendado a diabéticos

ANIZ “Pimpinella anisum” A semente de aniz favorece as secreções salivares, gástricas e a lactação. É  indicado em dispepsias nervosas, enxaquecas de origem digestiva, cólicas infantis, deficiências cardiovasculares (palpitações e angina), asma, espasmos brônquicos e aumenta o leite materno. EVITE USO PROLONGADO,  pode causar intoxicação e confusão mental.

ARNICA “Arnica do Campo” Poderoso antinflamatório, tônico estimulante, antisséptica e analgésica. Um fitocom-plexo que bloqueia a inflamação causada por traumatismos e reabsorve as células necróticas. Indicado em contusões, entorses, hematomas e traumatismos, flebites, furúnculos e até mesmo afecções bucais.

APERTA RUÃO/PIMENTA DE FRUTO GANCHOSO ” Piper aduncum”  Diurético, adstringente e tônico digestivo. A raiz em uso externo combate a Erisipela.

AROEIRA “Schinus Terebinthifolius”  Balsâmico e adstringente empregada nas doenças de vias urinárias, como cistite. Nas bronquites, gripes e resfriados, combate a febre e secreções.

ARRUDA “Ruta Graveoleons” A RUTINA (principio ativo) aumenta a resistência de vasos capilares sanguíneos, evita a ruptura, provoca uma leve contração do útero, estimula as fibras musculares. Indicado especialmente nos reumatismos, nevralgias, verminoses e problemas respiratórios, sua inalação abre os brônquios. É emenagoga, antiespasmódica e estimulante.

ARTEMISIA “Artemísia vulgaris”  Planta feminina que tem ação estimulante sobre o útero e deve ser evitada por mulheres grávidas, por ser emenagoga. O CHÁ combate problemas de ovários, ciclo menstrual irregular, lombrigas e anemia (2xícaras/dia no máximo).

ASSA PEIXE “Bohemeria caudata” Muito eficaz contra a gripe, tosse forte e bronquite, aliviando dores no peito e nas costas. Estanca o sangramento.

AVENCA “Adiantum capillus-veneris” Tem ação protetora sobre peles sensíveis e age contra queda de cabelos. Combate males respiratórios como bronquite e tosse com catarro.

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BANCHÁ “Thea sinensis” Originária da China, acompanha a cultura a milênios como digestiva de fino paladar, diurética e levemente tônica.

BARBATIMÃO “Stryphnodendron barbatiman” Rica em tanino. Usa-se externamente reduzindo a pó e aplicado sobre úlceras, impingens e hérnias (20 gramas cozidas em meio litro da água, em banhos e lavagens). Internamente como tônico, cozinhando a casca para combater  hemorragias uterinas, catarro vaginal e diarreias.

BARDANA/FOLHA “Arctium lappa” Indicada principalmente para a pele e como antibiótico, é ainda diurética, hipoglicemiante, anti-inflamatória, bactericida, depurativa e cicatrizante, além de agir no couro cabeludo nas dermatites descamantes.

BOLDO CHILENO “Peomus boldus”  Poderoso digestivo e hepático, com propriedades tônicas e estimulantes, ativa a secreção salivar, biliar e gástrica em casos de hipoacidez e dispepsias. Muito utilizado em hepatite crônica e aguda.

BORRAGEM ” Borago officinalis”  Planta medicinal e alimentícia que lembra o cheiro do pepino, por isso se torna uma salada muito nutritiva. Possui vitamina C, alcaloides. É antinflamatória, expectorante, adstringente e altamente diurética. Muito indicada em casos de inflamações de bexiga e pedras nos rins ou bexiga. Auxilia na eliminação de toxinas e melhoria da pele.

CABELO DE MILHO “Zea Mays” Poderoso diurético, regula as funções dos rins e da bexiga removendo areias e pedras. Chá dos cabelos de milho baixa a pressão e desintoxica o sangue. Não se recomenda o uso em casos adiantados de inflamação nos rins ou bexiga.

CACTO/MANDACARU “Cactus grandiflorus” Estimulante do coração, similar a “Digitális”, utilizado nas perturbações cardíacas, circulatórias, reumatismo e angina peitoral. Não se acumula no organismo.

CAJUEIRO “Anacardium occidentale” É estimulante do organismo, combate o Diabetes e é anti-hemorrágico. Em gargarejos cura inflamações da garganta, aftas. Ameniza irritações vaginais.

CALÊNDULA “Calendula officinalis” Famoso por ser antialérgica e cicatrizante, ainda cura e diminui a gastrite e a úlcera duodenal, pois tem ação antitumoral. O ácido oleanóico suaviza e refesca peles sensíveis e queimadas pelo sol. Favorece a regeneração de tecidos danificados e é antisséptico.

CAMOMILA “Matricaria chamomilla” De origem egipcia, tem propriedades calmantes, digestivas em casos de inflamações agudas e crônicas da mucosa gastrointestinal, colites, cólicas, é também antialérgico e anti inflamatório, podendo reconstiuir a flora intestinal.

CANA DO BREJO “Costus spicatus”  Excelente diurético, ajuda a eliminar pedras na bexiga, sífilis e inflamações nos rins. Ainda combate a arteriosclerose. A raiz em pó serve de cataplasma para hérnias, inchaços e contusões.

CANELA “Cinnamomum zeylanicum” Originária do Sri Lanka, sudeste da Índia, é aromático, estimulante da circulação, do coração e aumenta a pressão. Provoca a contração de músculos e do útero, por isso é hemenagoga.

CARAMBOLEIRA “Averhoa carambola” Ótimo diurético, elimina pedras nos rins e da bexiga, combate febres e ameniza o diabetes.

CARAPIÁ “Dorstênnia arifolia” Depurativo, estimulante digestivo e age contra anemia. A raiz é empregada como cataplasma para apressar a cicatrização de ossos fraturados.

CARVÃO VEGETAL: O carvão vegetal de madeira mole e não resinosa, é utilizadas desde o antigo Egito com fins mediciniais. Por ser altamente absorvente, é empregada na eliminação de toxinas, em casos de envenenamento ou intoxicação. Por sua rapidez na ação era utilizado pelos índios em picadas de cobras e aranhas. Uso interno e externo.

CAPIM CIDRÃO “Cymbopogon citratus” Originária da Índia, é sedativa, analgésica e anti-térmica, promove uma diminuição da atividade motora e aumenta o tempo de sono. Combate o histerismo e outras doenças nervosa.

CARDO SANTO: “Cirsium vulgare” Tônico amargo, adstringente, diurético, expectorante e antisséptico. Indicado em problemas gástricos, indigestão, asma e catarro nos brônquios.

CAROBINHA: “Jacarandá copaia” Um dos melhores depurativos do sangue, contra sífilis, doenças de pele, doenças reumáticas e amebas intestinais.

CARQUEJA: “Baccharis triptera” Exerce ação benéfica sobre o fígado e intestinos, limpa as toxinas do sangue, além de ser um ótimo hipoglicemiante. Indicado em casos de gastrite, má digestão, azia, cálculos biliares e prisão de ventre.

CASCARA SAGRADA: “Rhamnus purshiana” Forte laxante, que reestabelece o tônus natural do cólon do intestino e normaliza as funções do intestino.

CASTANHA DA INDIA: “Aesculus hippocastanum” Excelente tônico circulatório, isso é percebido 15 a 30 minutos após sua ingestão, amenizante a dor nas pernas e costas. Ativa a circulação, prevenindo acidentes vasculares.

CATUABA: “Erytroxylon catuaba”  Afrodisíaco e tonificante, contém um alcalóide semelhante a atropina, que opera lentamente dando energia ao organismo. Indicado em casos de fadiga ou impotência sexual.

CAVALINHA: “Equisetum arvensis” Anti-inflamatório, adstringente, e revitalizante. Indicado no trato de problema genital e urinário, menstruação excessiva. Age nos brônquios, limpando secreções dos pulmões e do sangue. Repõe o silício perdido no emagrecimento.

CENTELLA ASIÁTICA: “Hidrocotile asiática” O bioquímico francês Jules Lépine descobriu que esta planta tem um alcalóide que pode rejuvenecer o cérebro, os nervos e as glândulas endócrinas. Os chineses atribuem a ela um valor igual ao ginseng. Com propriedades tonificantes ela normaliza a produção de colágeno e liberando células adiposas. Por isso é tão indicada para terapias de emagrecimento e da pele.

CHAPÉU DE COURO: “Equinodorus macrophyllus” Depurativo muito conhecido nas terapias de pele, tem efeito laxativo e estimulante da bílis. Pela ação nos rins e fígado reduz o ácido úrico e o reumatismo.

CIPO CABELUDO: “Mikania hirsutíssima” Indicado em cólicas menstruais, nefrites, reumatismo e inflamações da bexiga.

CIPÓ MIL HOMENS: “Aristolochia brasiliensis” Estimulante dos rins, fígado e baço, ameniza cólicas intestinais e a febre. Tem ação emenagoga, por isso não é indicado na gravidez. Cura picadas de cobras, ingerindo e aplicando a planta moída sobre o ferimento.

COMPOSTO/BRONQUITE: Combinação das ervas mais indicadas para combater os sintomas da bronquite: Assa Peixe + Bardana + Malva + Menta + Tanchagem.

COMPOSTO CALMANTE: Combinação das ervas mais indicadas para combater o nervosismo: Capim Cidrão + Camomila + Melissa + Hipérico + Maracujá.

COMPOSTO/CIRCULAÇÃO: Combinação das ervas mais indicadas para melhorar a circulação sangüínea: Arnica + Erva de Bicho + Ginkgo Biloba + Hamamelis.

COMPOSTO/CÓLICAS MENSTRUAIS: Combinação das ervas mais indicadas para amenizar cólicas menstruais: Artemísia + Agoniada + Aroeira + Carapiá + Tília.

COMPOSTO/COLESTEROL: Combinação das ervas mais indicadas para diminuir o colesterol: Erva de Bugre + Alcachofra + Carobinha + Dente de Leão + Pedra Ume Caá.

COMPOSTO DEPURATIVO: Combinação das ervas mais indicadas para limpar o sangue: Alcachofra + Capim Cidrão + Carobinha + Porangaba + Sene Indiano.

COMPOSTO/DIABETES: Combinação das ervas mais indicadas para combater o diabetes e diminuir a taxa de açúcar no sangue: Pata de Vaca + Pedra Ume Caá + Ipê Roxo + Gervão + Graviola + Carqueja.

COMPOSTO/CÁLCULOS RENAIS: Combinação das ervas mais indicadas para combater os males dos rins: Alcachofra Capim Cidrão + Quebra-Pedras + Cabelo de Milho + Cana do Brejo.

COMPOSTO EMAGRECEDOR: Combinação das ervas mais indicadas para ajudar no emagrecimento: Alcachofra + Boldo do Chile + Camomila + Capim Cidrão + Carobinha + Graviola + Sene Indiano + Carqueja + Centella Asiática + Erva de Bugre.

COMPOSTO EQUILIBRIUM: Combinação das ervas mais indicadas para acalmar sem sentir sono: Capim Cidrão + Melissa + Guaraná da Amazonia + Hibisco + Ginkgo Biloba + Jasmim.

COMPOSTO ENERGÉTICO: Combinação das ervas mais indicadas para combater os Stress e o desgaste fisico/mental: Catuaba + Guarana da Amazonia + Pfaffia + Marapuama.

COMPOSTO/ESTÔMAGO: Combinação das ervas mais indicadas para combater dores de estomago e má digestão cronica: Artemísia + Bardana + Camomila + Carqueja + Erva de São João + Picão + Tansagem.

COMPOSTO/FÍGADO: Combinação das ervas mais indicadas para combater os males do fígado: Espinheira Santa + Carqueja Doce + Boldo do Chile + Camomila + Dente de Leão.

COMPOSTO/GRIPE: Combinação das ervas mais indicadas para combater os sintomas da gripe ou resfriado, como coriza, dores no corpo e baixa energia: Assa Peixe + Alfavaca + Guaco + Erva Cidreira + Guaraná da Amazonia + Pariparoba.

COMPOSTO/MENOPAUSA: Combinação das ervas indicadas para combater os suores e acalmar o sistema nervoso: Carobinha + Calêndula + Milefólio + Melissa + Tília.

COMPOSTO/PROBLEMAS DE PELE: Combinação das ervas mais indicadas para limpar o sangue e eliminar a Acne e a oleosidade da pele: Chapéu de Couro + Carobinha + Douradinha + Erva Macaé + Erva de Bugre + Bardana.

COMPOSTO CONTRA PRESSÃO ALTA: Combinação das ervas mais indicadas para baixar a pressão e amenizar dores de cabeça: Arnica + Capim Cidrão + Erva de Bugre + Passiflora + Milefólio + Pitangueira + Sete Sangrias.

COMPOSTO CONTRA REUMATISMO: Combinação das ervas mais indicadas para combater os sintomas do reumatismo, ácido úrico e dores lombares: Alecrim+Chapéu de Couro+Garra do Diabo+Salsaparrilha+ Tayuiá.

COMPOSTO/SINUSITE/ASMA: Combinação das ervas contra a sinusite e dificuldade na respiração nos quadros de bronquite asmática: Arruda + Eucalipto Aromático + Salvia.

CONFREI “Symphytum asperrimum” Ótimo cicatrizante, que não convém ingerir, pois contém propriedades tóxicas. A INFUSÃO forte deve ser usado em COMPRESSAS, para acabar com irritações e espinhas na pele, ajuda na cicatrização de queimaduras e feridas.

CORDÃO DE FRADE “Leonotis nepetaefolia” Ótimo diurético, que ameniza dores de estomago e fortelece convalescentes. Dá um bom xarope para tosse e problemas respiratórios.

CRAVO DA INDIA “Syzygium aromaticum” Excitante e aromático, alivia dor de dente. Facilita a menstruação.

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DENTE DE LEÃO “Taraxacum officinalis” Tônico hepático, diurético e depurativo do sangue, age no fígado e nos rins, é indicado para diabéticos. Fortifica os nervos, mas sua ingestão diária não pode ultrapassar tres xícaras, sem adoçantes.

DOURADINHA “Waltherea douradinha” Diurético eficiente na dificuldade em urinar, inflamações da bexiga eliminando pedras. Contra problemas pulmonares, bronquite e tosse.

EMBAÚBA “Cecropia palmata” Poderoso diurético, que ameniza a pressão e regula as batidas do coração. Não fazer uso contínuo.

EMBURANA “Torresea cearensis” Broncodilatador que provoca um relaxamento. Indicado nas manifestações de bronquite, tosse e asma. Ameniza cólicas intestinais e uterinas.

ENDRO “Anethum graveolens” Combate ânsias de vômitos, cura inflamações de garganta. Ameniza flatulência, cólicas intestinais e de estômago.

ERVA BALEEIRA/SALICÍNIA “Cordia verbenácea” Anti-inflamatória, cicatrizante, tem a propriedade de remover hematomas.

ERVA CIDREIRA “Melissa officinalis” Tranquilizante e sedativa, induz ao sono e permite o controle das emoções. Indicada em crises nervosas, taquicardia, histerismo e depressão. O mirceno é o responsável pelo seu papel analgésico, no alívio de dores e da pressão alta.

ERVA DE BICHO “Polygonum acre” Tem efeito circulatório, ameniza hemorragias, hemorróidas e varizes. Melhora o desempenho cerebral e o raciocínio.

ERVA MACAÉ “Leunurus sibiricus”  Indicada nas doenças de pele e erisipela, combater o colesterol e a pressão alta.

ERVA SANTA MARIA/MENTRUZ “Chenopodium ambrosioides” Cura indigestão, hemorróidas, varizes, facilita a menstruação, a circulação e combate doenças nervosas.

ERVA DE BUGRE “Casearia sylvestris” Emagrecedor, diurético, anticolesterol, diminue inchaço das pernas, estimula a circulação e o coração. Útil em doenças de pele, mordidas de cobras e aranhas.

ERVA DE SÃO JOÃO “Agerathum conyzoides” Anti-febril, muito eficiente contra dores de estômago, cólicas e gases. Não confundir com “Herb San John”(Hipérico).

ERVA DOCE “Pimpinella anisum” Calmante, combate insônia, náuseas, cólicas e vômitos. Reestabelece a menstruação e aumenta o leite materno.

ESPINHEIRA SANTA “Maytenus ilicifolia” Seu uso é indicado no tratamento de várias doenças do aparelho digestivo, especialmente úlceras. Atua ainda sobre as fermentações anormais do intestino, normalizando as funções gastrointestinais, é ainda antisséptica e cicatrizante. No final da década de 80, a Central de Medicamentos (Ceme) divulgou um estudo oficial em que comprova as propriedades terapêuticas desta erva.

EUCALIPTO AROMÁTICO “Eucaliptus globulos” Poderoso aintiséptico, é indicado para uso em inalações, para problemas pulmonares, bronquite, asma, inflamações da garganta.

FÁFIA Pfaffia Paniculata: GINSENG BRASILEIRO: Tem uma longa lista de indicações medicinais. É tida como rejuvenecedora, revitalizante e inibidora do crescimento das células cancerígenas. Afirma-se que ativa a circulação do sangue. Tida ainda como estimulante das funções sexuais e como agente de combate ao stress, tem grande sucesso no Japão. Há quinze anos vem sendo alvo de extração predatória. A reposição é difícil pois o princípio ativo é encontrado unicamente na raiz. Estima-se que o período entre coletas deva ser de, aproximadamente, cinco anos. É o tempo necessário ao amadurecimento da planta e ao desenvolvimento de seu princípio ativo.

FENOGREGO “Trigonella foenum-graecum” Semente altamente nutritiva, que estimula o apetite, engorda. Indicado nas fraquesas típicas de gripes, anemia ou convalescência. Melhora a pele e evita rugas.

FUCUS(alga): “Fucus vesiculosos” Indicado para casos de hipotireoidismo, obesidade e disfunções da tireóide com baixa taxa de iodo. Contra indicado em casos de hipertireoidismo, problemas cardíacos, gravidez e lactação.

GARRA DO DIABO “Harpagophytum procumbens” Anti-inflamatório de origem africana, nasce apenas nos desertos, é indicada contra reumatismo, diabetes, arteriosclerose (melhora a flexibilidade das artérias) e doenças do fígado.

GENCIANA “Gentiana lutea” Estimulante digestivo, depurativa, indicada na falta de apetite, anorexia, problemas gastrointestinais. É contra indicado em casos de úlcera gástrica.

GENGIBRE “Zingiber officinalis” Estimulante gastrointestinal, é ainda um bom anti-inflamatório que apresenta resultados contra o reumatismo e artrites.

GERVÃO “Verbena bonariensis” Indicada nas dores do fígado e do estômago, febres, prisão de ventre, diurético e emenagogo.

GINKGO BILOBA: Árvore considerada um fóssil vivo, ancestral do carvalho, é mencionada nos escritos chineses de 2800 anos A.C. e considerada sagrada no Oriente. Tem ação preventiva e curativa na oxidação das células e no envelhecimento. Estimulante da circulação, diminui a hiperagregação plaquetária, evitando tromboses. Indicado ainda contra micro varizes, artrite e cansaço nas pernas.

GINSENG COREANO “Panax Ginseng”  Estimulante, pode elevar a pressão arterial. Portanto, não é recomendada para hipertensos. Dose máxima, duas colheres pequenas ao dia.

GUACO “Mikania glomerata” Dissolve catarro dos brônquios, expele secreções típicas de resfriados e bronquite, amenizando inflamações de garganta.

GUAÇATONGA “Casearia sylvestris” Emagrecedor, diminue o colesterol, o cansaço das pernas. Estimulante da circulação, usada em doenças de pele, picadas de cobras e aranhas.

GUARANÁ “Paullinia cupana” Os índios Maués a chamam de Paullinia cupana, da Amazônia, um extraordinário estimulante, que dá energia física ao organismo. Contém muita cafeína. Indicado para casos de esgotamento físico, atividades intelectuais, e é afrodisíaco.

GUINÉ “Petiveria tetrandra” Indicada para dor de cabeça, enxaqueca, falta de memória e problemas nervosos. Eficaz antídoto ao veneno de cobra e abortivo.

GRAVIOLA “Anona muricata” O chá das folhas é um ótimo emagrecedor, diminui o colesterol e baixa a pressão. Poderoso hipoglicemiante muito indicado em diabete. Ainda é analgésico em nevragias e reumatismo.

HAMAMELIS “Hamamelis virginica” Contendo essencialmente tanino, tem ação adstringente e vasocostritora, diminui as secreções e ativa a circulação. Muito utilizada como shampoo, pois ativa a circulação da pele e evita queda de cabelos.

HERA “Glechoma hederácea”  Planta trepadeira, comum em muros, contém importantes propriedades terapêuticas, contém semente tóxicas, suas folhas são analgésicas, vasodilatadora, descongestionante. A HederosaponinaC tem efeito inibidor de fungos, com ação antibiótica. Por conter muito Iodo é contra indicado em casos de hipertireoidismo.

HIBISCO “Hibiscus sabdarifa”  Flor avermelhada, com sabor semelhante ao morango, tem efeito laxante sem cólicas, melhora a digestão, aumenta a diurese e acalma os nervos.

HIPÉRICO “Hipeycum perfloratum” Famoso calmante e anti-depressivo, também é anti-inflamatório e cicatrizante. É a hipericina a responsável pela ação calmante, que também age na insuficiência hepática, má digestão, gota e reumatismo.

HORTELÃ JAPONESA “Mentha arvensis” Calmante, antisséptico e descongestionante. Elimina gases e é sedativo do estômago (faz cessar os vômitos). A TINTURA alivia enchaquecas e irritações da pele, em aplicações locais. A INFUSÃO feita com 20 grs. para meio litro de água, em forma de INALAÇÃO, descongestiona as vias respiratórias.

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I


IPECACUANHA(PAPACONHA): “Cephaelis ipecacuanha” Raiz do nordeste indicada contra a bronquite e tosse com catarro.

IPÊ ROXO “Tabebuia impetiginosa” Antibiótico natural, ficou famoso por suas propriedades analgésicas e anticoagulante é ainda indicado em casos de bronquite, asma e arteriosclerose. O Ipê-Roxo é tido como um poderoso auxiliar no combate a determinados tipos de tumores cancerígenos. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele. No passado, foi largamente utilizado no tratamento da sífilis. A árvore do Ipê-roxo é alta e tem como característica as flores tubulares arroxeadas. A substância com propriedades terapêuticas é encontrada na casca.

JABORANDI “Pilocarpus jaborandi” Tem como princípio ativo o alcalóidePilocarpina, que age nas glândulas salivares e sudoríferas. Estimula as secreções gástricas, por isso é um ótimo digestivo. Tem efeito semelhante ao da Espinheira Santa. É encontrado em uma região de solo e clima bem característicos. Seu princípio ativo já é largamente usado pela indústria de medicamentos no tratamento do glaucoma. Era utilizado no passado para aguçar o faro de cães de caça. Também indicado no tratamento de doenças do aparelho respiratório. Vários xampus trazem o Jaborandi em sua fórmula, tido como um poderoso aliado na luta contra a queda de cabelo. Há anos, a planta vem sendo extraída em grandes quantidades para uso de laboratórios estrangeiros. Não existem planos para reposição dos exemplares retirados da região. As poucas áreas de cultivo regular são controladas por laboratórios estrangeiros.

JAMBOLÃO “Syzygium jambolanium” Adstringentes e poderoso hipoglicemiante indicado em diabetes, pois ameniza a formação de fermentos sacarificantes.

JASMIM “Gardenia jasminoides” Diurético e estimulante indicado como xarope contra tosse e gripe. Ótimo colírio contra inflamações dos olhos.

JATOBÁ “Hymenaea courabril” Fortificante usado contra doenças pulmonares. Cura cistite (não infecciosa).

JUÁ “Solanum viarum” A casca é utilizada como dentifrício, os frutos são calmantes dos nervos e da azia. A raiz é diurética, ajuda a emagrecer,melhora as funções do fígado e bexiga.

JURUBEBA “Solanum paniculatum” Estimulante das funções digestivas, do fígado e baço. Indicado em casos de insuficiência hepática e prisão de ventre.

LARANJEIRA “Citrus aurantium”  Ótimo contra gripes e refriados, pois é depurativo e sudorífico, tem vitaminas e sais minerais.

LOURO “Laurus nobilis” Santo remédio contra má digestão e ressaca alcoólica, doenças de fígado e estômago.

LOSNA “Artemisia absinthum”  Amargo estimulante gástrico, aumenta o apetite e é afrodisíaco. Mas em doses altas pode se tornar um psicoestimulante. Indicado contra doenças nervosas e falta de apetite.

LUPULO/FLOR “Humulus lupulus” A lupulina, um pó dourado que cobre as flores éum poderoso sedativo e hipnótico, indicado em casos de insônia. É ainda digestiva e antibiótica.

MACELA/FLOR “Achyzocline satureoides” Planta aromática com inflorescências usadas em travesseiros com finalidades calmantes. Em chá é indicado para problemas digestivos, azia e para acalmar cólicas abdominais.

MALVA “Malva sylvestris” Hortaliça muito indicada para problemas respiratórios, favorece a cicatrização e processos gastrointestinais, com benefícios à pele.

MAMICA DE CADELA “Zanthoxylon rhoifolium” Indicado contra problemas de pele, contra picadas de insetos e cobras.

MANJERICÃO: “Ocimum basilicum” Digestivo que elimina gases.

MARACUJÁ “Passiflora alata” A Passiflora tem ação tranquilizante, antiespasmódica e diurética. Indicada em dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, perturbações nervosas. Contra-indicado em pressão baixa.

MARAPUAMA “Ptychopetalum olacoides” De origem amazônica é afrodisíaco. Seu alcalóide, tem ação estimulante do sistema nervoso central, é anti-depressivo e é indicada em casos de esgotamento físico e impotência sexual.

MASTRUÇO “Lepidium sativum” Depurativo muito empregado em doenças pulmonarias, como pneumonia, bronquite e raquitismo. Tira hematomas e cura feridas.

MIL FOLHAS/NOVALGINA “Aquiléa millefolium”  Uma das ervas mais importantes e poderosa da farmacopéia. O chá é bom para baixar febre, aliviar dores, reumatismo, varizes, insônia, pressão alta, má circulação, males do estômago e fígado. A infusão forte transformada em cubos de gêlo, deve ser aplicado sobre hemorróidas. Em temperatura morna em banhos de assento contra problemas ginecológicos.

MORANGUEIRA “Fragaria vesca” Contra inflamações dos rins e bexiga, desobstruindo os rins, liberando a urina. Em consequência ameniza a gota, o ácido úrico e reumatismo.

MULUNGU “Erytrina verna” Calmante poderoso, analgésico e muito usado em manipulação, contra pressão alta.

NOGUEIRA “Juglans regia” O chá das folhas limpa e fortalece o sangue, as nozes são ótimo alimento para os nervos, cérebro e crescimento. Embeber os cabelos em infusão das cascas das nozes escurece os cabelos brancos.

NÓZ MOSCADA “Myristica fragans”  Digestiva e anti-reumática, muito utilizada contra pressão alta.

OLIVEIRA “Olea europaea” Estimulante do apetite, o chá das azeitonas também são usado para subir a pressão, dilata as veias, desinflama a boca e garganta.

PALMA CHRISTY: “Ricinus comunis” Famoso laxante de onde se origina o óleo de rícino.

PARIETÁRIA “Parietária officinalis” Muito usada em males dos rins, inflamações da bexiga, dissolve cálculos e alivia dores.

PARIPAROBA/JAGUARANDI “Piper umbellatum” Polivalente, age contra resfriados e asma e também contra os males do figado e baço, aliviando azia, úlceras e hemorróidas. Mastigar a raiz alivia dor de dente.

PATA DE VACA: “Bauhinia forficata” Poderoso hipoglicemiante, indicado em diabetes e elefantíase, com muito sucesso.

PAU PRA TUDO “Cinamodendron axilare” Afrodisíaco, muito indicado contra diabetes.

PAU TENENTE “Quassia amara” Indicado em males do estômago e diabetes, baixa a taxa de açúcar no sangue, também age contra a malária e febre amarela. Lavar a cabeça com o chá elimina piolhos.

PEDRA UME CAÁ “Myrcia sphaerocarpa” De origem amazônica, goza da fama deInsulina Vegetal, empregada no tratamento do diabetes baixando a taxa de açúcar e colesterol.

PICÃO BRANCO “Galinsoga parviflora” Digestivo muito usada em dores de estômago, males do fígado, icterícia e outras infecções do aparelho disgestivo.

PICÃO PRETO “Bidens pilosa” Digestivo que também ajuda a remover pedras na vesícula e rins, dores de barriga. Ameniza o diabetes.

PITANGUEIRA “Stenocalys michelli” Muito utilizada contra diarréia em crianças, bronquite, febre e ainda abaixa a pressão. É calmante infantil e bom para os nervos.

POEJO “Mentha pylegium” Bom para gripes e resfriados mas seu limite de consumo é de duas xícaras ao dia.

PORANGABA “Cordia salicifolia” Poderoso emagrecedor que diminue o colesterol. Não confundir com a Erva de Bugre.

PULMONÁRIA “Pulmonaria officinalis” Como diz seu nome é indicado nas doenças do pulmão, é um eficiente expectorante, misturado com mel de abelhas. Facilita a respiração. Indicado a pessoas que trabalham com pó.

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QUEBRA PEDRA “Phylantus niruri” Famoso por sua ação diurética, é ainda hipoglicemiante, antibactericida e anticancerígena, age principalmente no fígado. Obteve sucesso em testes contra a hepatite tipo B. Dissolve cálculos renais, promove a desobstrução da uretra e a eliminação do ácido úrico. Contra indicado na gravidez.

QUINA-QUINA “Chincona sp”  De origem andina esta árvore possui raizes e cascas contendo o quinino, um alcalóide que permite agir como anti-séptico, adstringente. Indicada para gripe, febre, em casos de malária e anemias.

ROMÃ/CASCAS  “Punica granathum”  Adstringente, contra inflamações de garganta, amigdala e cólicas. Elimina vermes e lombrigas.

SABUGUEIRO “Sambucus nigra”  Poderoso sudorífero nos processos gripais, resfriados, tosse, sarampo e caxumba. Elimina o ácido úrico, calculos renais e toxinas do sangue.

SALVIA “Salvia officinalis” Erva hipoglicemiante, que não é tão amarga como outras e ainda tem ação antiséptica, adstrigente e estimulante. Usada como desodorante, tem a capacidade de fechar os poros e reter a sudorese. É contra indicado em gravidez e lactação.

SALSSAPARILHA “Smilax salsaparrilha”  Depurativo do sangue, combate a gota, ácido úrico e reumatismo. Diminui a dificuldade em urinar, elimina pedras nos rins e bexiga.

SASSAFRÁZ “Ocotea preciosa”  Elimina dores ósseas. Ajuda a eliminar intoxicação por metais.

SENE INDIANO “Cassia augustifolia” Um bom laxante, mas não usar contínuamente. Indicado em casos de prisão de ventre, tomar no máximo uma xícara por dia e no máximo dez dias seguidos.Usar infuso no máximo 2 gramas por xícara de água. CONTRA INDICADO A GESTANTES E LACTENTES.

SETE SANGRIAS “Cuphea ingrata” Tem efeito sedativo do sistema nervoso central . É indicado no tratamento da arteriosclerose, hipertensão e palpitações no coração.Não é aconselhado uso para crianças.

STÉVIA “Stevia rebaudiana”  Um doce presente da Natureza, que analizado em laboratório mostrou ser 300 vezes mais doce que açúcar de cana. Não tem calorias e ainda é diurética. Muito indicada aos diabéticos.

SUCUPIRA “Dilotropis incexis” Semente depurativa, oleosa, contra manchas de pele, eczemas, feridas na pele. Antireumática e antihemorrágica.

TAYUIÁ “Cayaponia tayuia”  Depurativo poderoso, desintoxica o sangue. Tem ação laxativa e desobstrui o fígado.

TANCHAGEM “Plantago major” Uma das plantas de maior valor medicinal e veterinário. Age como bactericida sobre as vias respiratórias em casos de inflamações, destruindo microorganismos e limpando secreções. Indicada também em casos de diarréias e hemorragias pós-parto. Usar infusão de 30 gramas para cada litro de água.

TÍLIA “Tilia cordata” Árvore sagrada das antigas civilizações germânicas. Sudorífica, descongestionante e relaxante é indicada em casos de febres, resfriados e dores estomacais. Alivia a dor de cabeça, enxaqueca e tensões nervosas. Usar 10 gramas para cada litro de água.

UNHA DE GATO “Acacia plumosa”  Famoso antireumático, ameniza dores nas costas e nas pernas. Também usada contra doenças venéreas.

URTIGA “Urtica dioica”  Utilizada no passado na indústria têxtil, foi descoberta como medicamento no início do século 20. De ação vasocostritora e depurativa, a urtiga é revitalizante, hipoglicemiante e tônico capilar. Melhora a circulação sanguínea. Pode provocar irritações na pele ao contato. não utilizar as sementes.

UVA URSI “Arctostaphylos urva ursi”  Devido a hidroquinona que tem propriedades antibacterianas, anti-séptica e antibiótica, é indicada em casos de inflamações renais e diarréias. A hidriquinona dá uma coloração marrom esverdeada na urina. Não se recomenda usar na gravidez ou lactação.

VALERIANA “Valeriana officinalis”  Poderoso calmante, tem ação antiespasmódica e anestésico. Depressora do SNC, atenua a irritabilidade nervosa, a ansiedade e a cefaléia de origem nervosa. Externamente é indicado na cicatrização de feridas.

VELAME DO CAMPO “Croton campestris” Um dos melhores depurativos do sangue, combate doenças nos ossos e o reumatismo.

VERBASCO “Verbascum thapsus” Combate doenças dos pulmões, ótimo expectorante, nas tosses com catarro, bronquite e asma. É cicatrizante tópico.

VERBENA “Verbena officinalis”  Indicado contra doenças do fígado e do estômago.

ZEDOÁRIA: “Curcuma zedoaria” Poderoso depurativo do sangue, ativa a circulação provocando a dilatação dos vasos sanguíneos. Ótimo digestivo, normaliza as funções do fígado, estômago e duodeno. Elimina o mau hálito e limpa as vias respiratórias em casos de inflamações da garganta.

ZIMBRO: “Juniperus communis” As bagas contém glicose e o efeito de aumentar a filtragem dos rins, é um ótimo depurativo eliminando líquido do organismo, inclusive o excesso de ácido úrico, aumentando a quantidade de urina. A infusão de 15 gramas de bagas para meio litro de água, tomar até 3 xícaras ao diaNão utilizar durante a gravidez e a nefrite manifestada.

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O Simbolismo do Labirinto

labirinto O Simbolismo do Labirinto
O símbolo do Labirinto exemplifica perfeitamente o processo do Conhecimento, ao menos em suas primeiras etapas, naquelas em que o ser tem de se enfrentar com a densidade de seu próprio psiquismo (reflexo do meio profano em que nasceu e vive), isto é, com seus estados inferiores, separando alquimicamente o espesso do sutil, que a alma experimenta como sucessivas mortes e nascimentos –solve et coagula–, destinando ao mesmo tempo numerosas provas e perigos que somente fazem traduzir o próprio conflito ou psico-drama interior.

Esse desassossego é próprio daquele que, tendo abandonado suas seguranças e identificações egóticas, descobre ante si um mundo completamente novo e, portanto, desconhecido, mas para o qual se sente atraído, porque na verdade intui que ao atravessá-lo é que poderá se reencontrar com sua verdadeira pátria e destino. Essa impressão indelével de estarmos totalmente perdidos tem que nos levar imperiosamente a encontrar a saída, ajudados sempre pela Tradição (e seus mensageiros: os símbolos), que neste caso nos chega por meio do Agartha que, tal como um guia ou eixo, tem de nos conduzir (desde que nossa atitude seja reta e sincera) a um estado de virgindade, a um espaço vazio imprescindível, apto para a fecundação do Espírito, o que se vive no mais interno e secreto do coração.

labirinto3 O Simbolismo do LabirintoDevemos assinalar que muitos labirintos representados na arte de todos os povos são autênticos mandalas ou esquemas do Cosmo, ou seja, da própria vida, com suas luzes e sombras, o que nos permitirá compreender que esse processo labiríntico é na realidade uma viagem arquetípica, uma gesta, em suma, que todos os heróis mitológicos e homens de conhecimento têm realizado, e que nos servirá de modelo exemplar a imitar, tal e como estamos vendo na série “Biografias”. Na verdade, a viagem pelo labirinto é uma peregrinação ligada à busca do centro, e neste sentido é importante destacar que em muitas igrejas medievais figurava um labirinto (como em Chartres, em meio do qual aparecia antigamente o combate entre Teseu e o Minotauro) que percorriam de forma ritual todos aqueles que, por uma ou outra razão, não podiam cumprir sua peregrinação ao centro sagrado de sua tradição (por exemplo, Santiago de Compostela, ou Jerusalém), o que era considerado um substituto ou reflexo da verdadeira “Terra Santa”, onde os conflitos e lutas se finalizam, possibilitando assim a ascensão pelos estados superiores até conseguir a saída definitiva da Roda do Mundo.

Texto poMarcelo Del Debbio

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PÊNDULO (RADIOESTESIA)

Autor do texto: Ana Luiza Barbosa de Oliveira.

Introdução
O termo radioestesia (ou em inglês, dowsing) vem do latim radius, radiações, e do grego aesthesis, sensibilidade, ou seja, radioestesia significa literalmente sensibilidade a radiações.

Os chamados radioestesistas alegam ser capazes de captar radiações de diversas origens, incluindo objetos inanimados (águas subterrâneas, metais preciosos,etc), seres vivos (pessoas e seus órgãos internos), e até mesmo de espíritos. Mais que isso, alegam também poder analisar estas radiações, de forma a atribuir-lhes uma qualidade positiva (benéfica) ou negativa (prejudicial).

Técnicas de radioestesia são largamente empregadas em pseudociências ou outras atividades associadas a fenômenos “paranormais”.

As alegações dos radioestesistas:
A lista de utilidades da radioestesia é impressionante. Segundo os radioestesistas, sua técnica pode ser empregada para:
pesquisa, detecção e tratamento de doenças;
prospecção de veios d’água subterrâneos (perfuração de poços artesianos);
prospecção de jazidas de pedras preciosas e de metais (ouro, prata,platina, etc.);
detecção de ondas nocivas, tais como: linhas Hartmann e linhas Curry (supostos campos de energia existentes na superfície da Terra);
correntes de água subterrâneas; condutos de água contaminada, isto é, esgotos; jazidas de metais nocivos à saúde (por exemplo, cobre e mercúrio, etc.);
antigos cemitérios, depósitos de lixo, locais de antigas prisões, hospitais, manicômios, etc.; falhas geológicas no terreno; identificação de locais onde houve grandes morticínios de pessoas (guerras, chacinas, etc.);
locais de antigos abatedouros de animais; objetos (quadros, tapetes, cortinas, móveis, etc.) geradores de energias nocivas;
na construção civil: confecção de uma planta benéfica à saúde, escolha dos materiais a serem utilizados na construção (tijolos, azulejos, etc.), detecção do melhor ponto do terreno para a edificação, melhor localização dos cômodos (escritórios) para prosperidade material e harmonia familiar (no ambiente de trabalho), etc.;
localização de objetos e de pessoas desaparecidas;
identificação de assassinos;
escolha da alimentação mais adequada segundo o temperamento da pessoa;
escolha do melhor local para a fixação de uma residência, templo, comércio, etc.;
identificação de defeitos em carros, aparelhos eletrodomésticos, etc.;
pesquisa sobre a afinidade (afetiva, intelectual, etc.) entre um grupo de pessoas (para, por exemplo, escolher um sócio para um empreendimento);
escolha de terreno e época mais adequada para o plantio de sementes;
escolha do melhor local para pastos, celeiros, estrebarias, currais, etc.;
escolha de objetos para decoração de casas, lojas, escritórios, etc., de tal forma que as energias por eles irradiadas sejam apropriadas para o local.
localizar minas terrestres (para aqueles mais corajosos…); felizmente os radioestesistas dizem que esta localização pode ser feita à distância.

Os instrumentos
Apesar de alguns radioestesistas afirmarem sentir diretamente as radiações, a maioria deles utiliza ferramentas que ajudam a focalizar esta energia. As mais comuns são as seguintes:

Pêndulos: qualquer objeto simétrico preso a um fio. Geralmente, são feitos de madeira, cristal ou metal;

Varinha ou forquilha: é a ferramenta mais comumente associada à radioestesia e consiste de uma haste em Y de madeira ou metais, sendo geralmente utilizada para a prospecção de água e metais:

Dual-rod: são duas varinhas apoiadas em um suporte, por onde o radioestesista as segura de forma a permitir sua livre rotação. Também conhecida como varinha em L, devido sua forma:
Para os radioestesistas profissionais, que exigem uma qualidade superior em seus instrumentos, existem versões mais sofisticadas, como, por exemplo, o Aurameter, anunciado como um dos mais sensíveis instrumentos do mundo.

A teoria, segundo os radioestesistas:
Como é comum entre os pseudocientistas, parte dos radioestesistas não tenta oferecer uma explicação sobre como este fenômeno funciona, dizendo que o seu mecanismo ainda não foi desvendado.

Dentre aqueles que oferecem uma explicação, esta geralmente consiste em interações entre os campos de energia e os músculos do corpo. Em outras palavras, os campos de energia causam pequenas contrações musculares, que são amplificadas pelas ferramentas de radioestesia. Como estas ferramentas apenas amplificam as vibrações captadas pelo operador, não importa de que material são feitas.

Como não poderia deixar de ser, em função da variedade de objetos e formações que podem ser localizadas pela radioestesia, vários tipos de campos energéticos foram sugeridos como possíveis candidatos para explicar os fenômenos radioestésicos, entre eles: gravitacional,eletromagnético, radioativo, sísmico (o campo de tensões próximo a fraturas, fissuras e falhas), geotérmico ou geoquímico. A forma como a energia destes campos é captada pelo nosso sistema neuro-muscular, entretanto, não é detalhada.

Por outro lado a associação Dowsers Canada oferece uma explicação alternativa: a intuição. A técnica de radioestesia é então chamada de IT (Intuition Technology), ou tecnologia da intuição, provavelmente um trocadilho com o termo tecnologia da informação, muito empregado atualmente. De acordo com a Dowsers Canada, os seres humanos funcionam como um receptor de rádio, que pode ser sintonizado a uma chamada “Força para o Bem”. Na radioestesia, então o praticante treina seu sistema muscular para funcionar como uma conexão entre a parte intuitiva de sua “equipe mente-cérebro” e uma ferramenta que indica a natureza da mensagem (como um amplificador ligado a um alto-falante). Como nossa “equipe mente-cérebro” é bastante poderosa, nós poderíamos programar os sinais resultantes. Por exemplo a “Força para o Bem” aparentemente usa um movimento circular no sentido horário (para um pêndulo) para sinalizar uma resposta positiva e um movimento anti-horário para uma resposta negativa. Através deste site, você pode comprar livros que detalham melhor a técnica, de autoria de John Living, indicado como um dos maiores especialistas mundiais no assunto.

Outro texto de John Living, disponível na Internet, ensina especificamente como localizar minas terrestres através da radioestesia. Neste caso, por se tratar de uma atividade perigosa, a correta atitude mental é bastante enfatizada. Assim, John Living diz “A intenção por trás de suas ações é crítica. Se sua intenção é ganhar dinheiro ou ser capaz de arar a terra de sua fazenda, então você está em busca de ganho pessoal, e, historicamente, Deus e os Anjos Guardiães não são a favor de que seus poderes sejam usados para ajudar objetivos egoístas.” Antes de proceder, você deve perguntar a seu pêndulo se é seguro prosseguir, já que “seu Anjo Guardião pode saber que hoje pode ser um dia ruim… Você seria muito tolo de não seguir este conselho!” Mais para a frente, John Living ensina que, como diz um antigo ditado, similar atrai similar (?!) e portanto uma vantagem extra pode ser conseguida utilizando-se uma mina desarmada como o peso de seu pêndulo, de preferência com algum explosivo ainda em seu interior. As instruções do site são bastante detalhadas, chegando a ponto de frisar que a indicação de que uma mina foi encontrada deve ser feita quando “o pêndulo estiver sobre o item, e não quando VOCÊ estiver sobre o item – se fosse uma mina e você esperasse até estar sobre ela, ela teria explodido!”

Vários sites na Internet oferecem informações para aqueles que queiram se iniciar na radioestesia. Alguns pontos de partida são a American Society of Dowsers e a British Society of Dowsers

O que dizem os céticos:
A explicação dada pelos céticos para os fenômenos da radioestesia baseam-se no chamado efeito ideomotor, isto é, a “influência da sugestão na modificação e direcionamento do movimento muscular, independente de volição [vontade consciente]”, identificado pelo psicólogo e fisiologista William B. Carpenter em 1852. Carpenter mostrou que vários fenômenos sobrenaturais possuíam uma prosaica explicação científica. Ele não negou a existência do fenômeno, nem a honestidade das pessoas envolvidas, mas apresentou uma explicação não paranormal para fenômenos como radioestesia, pêndulos e tábuas Ouija (mesa onde se pratica a “brincadeira” ou “jogo” do copo): minúsculos movimentos musculares inconscientes, produzidos por sugestão, eram responsáveis pelo movimento dos objetos envolvidos.

Apesar deste fenômeno ser conhecido e descrito ao longo de um século e meio, muitas pessoas, inclusive cientistas, o desconhecem. Apesar de ser o próprio operador que move as varinhas, pêndulos, etc, ele próprio não está consciente e atribui o fato a forças externas, radiações ou outras emanações. É interessante notar que mesmo estando consciente do efeito ideomotor, as pessoas ainda experimentam suas conseqüências, tendo em vista que ele é independente de vontade consciente

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Fonte: redeafro.ning.com


Cultuar, oferecer e amar.

Esta semana participei de uma mesa redonda com alunos de um curso de Pós Graduação em Ensino Religioso, que teve as participações de um pastor presbiteriano, um bispo católico, um representante do budismo e eu, como sacerdote do candomblé, além do mediador, um Doutor Professor da Universidade de Brasília, que por sinal é um dos baluartes defensor de um estudo e ensino da cultura religiosa e das religiões, sempre sob uma perspectiva de igualdade e respeito pelas diferenças e semelhanças, sem emissão de juízo e de valoração entre uma e outra.

Após as falas de todos nós que fazíamos parte da mesa, foi aberto para plenária se manifestar, perguntar, e relatar experiência de sucesso no ensino religioso.

A primeira pergunta foi para mim, como sacerdote do candomblé, e trouxe o questionamento preferido por aqueles que não conhecem nossa religião nem as bases teológicas e suas cosmogonias, que é o “sacrifício” de animais.

Explicitei que na nossa concepção toda a vida é originária de Nzambi/Olorum – Deus, fonte única de todas as coisas e consciência universal manifestada nas mais diversas formas. Que todo o nosso culto gira em torno do alimento, e que o princípio, é a segurança alimentar, ou seja, enquanto oferecemos uma forma de vida animal no altar divino, fazemos isto com respeito, orações, justificações e agradecimentos tanto ao Autor da vida – Deus, como à própria forma de vida animal ali imolada. Nesta concepção a vida volta à sua fonte e o corpo material serve de alimento para a comunidade, garantido assim, tanto o culto sagrado, como a convivência e perpetuação da comunidade.

Após as explicações o bispo católico pediu a palavra e leu uma parte das escrituras sagradas cristãs, que relata que ao ser apresentado no templo, Jesus passara pelo ritual onde um casal de pombos fora sacrificado. Desenvolve o discurso no sentido de a Bíblia traz toda uma ritualística de imolação de animais e que Jesus, havia se oferecido espontaneamente para ser o sacrifício perfeito e que isso teria abolido a oferenda animal. Acrescentou que cada pessoa está num estágio, sugerindo que quem se encontrava neste estágio religioso de oferecer os animais ritualisticamente, ou comesse carne, estaria em um estágio inferior. Ou seja, fez uma valoração teológica de superioridade de uma religião diante de outras.

Pedi de novo a palavra e falei que estávamos ali nos colocando numa perspectiva de formar opiniões de educadores que atuariam no ensino religioso, então o princípio básico era a não afirmação de uma ou de outra tradição, em detrimento de outras, mas em defesa da diversidade cultural e religiosa e a garantia de que todos fossem realmente iguais, independente da fé que professassem.

Na questão teológica em discussão acrescentei que só se pode fazer valoração emitindo juízo de superioridade ou inferioridade ( se é que se pode fazer isto nas questões religiosas, pois o âmbito da fé é muito pessoal) em sistemas teológicos semelhantes ou que tenham a mesma origem. Essa valoração foi feita, por exemplo, pelos sucessores da mensagem cristã após a morte do fundador do cristianismo, quando o apóstolo Paulo fala que “quem não come carne não discrimine quem come”. Mas em sistemas teológicos distintos isso não era permitido e era até mesmo inadmissível, pois o candomblé, por exemplo, encontra-se no bloco de religiões classificadas como religiões naturais e ancestrais, e que não tem um dos princípios básicos do cristianismo, que é uma religião messiânica de salvação, que implica, automaticamente na admissão da condenação eterna (a idéia de salvação só se justifica quando se admite uma condenação).

Na concepção cosmogônica e teológica do candomblé não se visualiza esta figura de salvação ou condenação eterna, por isso não temos um salvador. Concebemos Deus como a consciência suprema do Uno, que se manifesta no verso (Universo), através das criaturas (todas elas), e através de divindades (consciências divinas). Ou seja, as divindades, nesta concepção, não são Deuses em um sistema politeísta ou monoteísta disfarçados (nada contra os sistemas religiosos politeístas ou monoteístas), mas são manifestações da consciência divina. Se a guerra bate em nossa porta, Deus é guerreiro para nos defender e restabelecer a paz, embora no que depender de nós, temos paz entre todos; se precisamos de carinho e amor, Deus se torna mãe carinhosa; se precisamos de encanto Deus é a mulher faceira e encantadora ou o homem irresistível; e se precisamos de alimentos, Deus é o caçador que nos ensina a caçar, a cultivar a terra e plantar e colher os grãos, e a domesticar os animais para nosso alimento. Mas de tudo isso, antes de nos servimos, devemos oferecer o melhor de tudo a Deus. Não que Ele precise, mas nós precisamos sempre nos lembrar que dependemos Dele e de suas Manifestações (Nkisi/Orixá/Vodum/Encantados e até ancestrais) e isso nos eleva espiritualmente para mais próximo da sua consciência e dos nossos ancestrais e divindades. Falei que o termo sacrifício não é o mais apropriado, nosso conceito é de oferenda mesmo, mas temos a limitação das palavras. Oferecemos a vida animal, vegetal e mineral e que tudo, até mesmo uma flor colocada em um altar é, de certo modo, um sacrifício. Uma fruta, uma folha colhida, uma pedra retirada do seu local natural, etc., tudo é uma forma de se sacrificar aquela existência para ser oferecida para a divindade.

A vida animal oferecida é vista como um ser que nasceu naquele caminho e com aquele destino, para “perder” a existência (a vida nunca morre, embora o vivo pereça), em um culto sagrado. Assim concebemos um mundo melhor e uma evolução espiritual para o animal que passou deste mundo para as paragens espirituais, no culto de louvor a Deus.

Não podemos esquecer que em alguns casos o animal é ligado à imagem da própria divindade e comê-lo é também uma forma de se apropriar e se unir a Deus, já que Ele está em mim como animal humano, nas outras formas de animal, no vegetal, no mineral e em todas as coisas.

Por outro lado vemos que este argumento sobre o culto com animais se justifica nas sociedades carnívoras como a nossa. É mais sagrado e faz mais sentido para nós comermos e oferecermos ao povo a carne que foi sacralizada e respeitada e justificada diante de Deus, do que comprar no supermercado a carne que nem sabemos como aquele irmão animal foi morto (até porque não oferecemos animais doentes, já os que compramos, nem sempre tem esta garantia).
Mas não podemos nos esquecer do desafio que bate em nossa porta: o número de pessoas vegetarianas cresce a cada dia. Por vários motivos. Seja por achar que comer carne é um desrespeito com a vida animal, seja porque entender que produzir carne consome muito dos recursos naturais do planeta, como água e florestas, além de produzir muito gás carbônico (Co2), ou por costume ou modismo, ou até por não gostar do sabor da carne. Seja qual for o motivo, nossas casas já são freqüentadas sim por pessoas vegetarianas. E ai, como justificar somente pela segurança alimentar o sacrifício de animal?

Porque se somos carnívoros, faz todo o sentido oferecermos a Deus a vida do animal que vai nos servir de alimento, vai voltar para Deus na forma de vida, mas deixar o seu corpo como comida para muita gente. Mas e se somos vegetarianos?

As manifestações divinas só se individualizam (manifestam) diante dos ritos com oferendas animais? Um Orixá/Nkisi/Vodum ou encantado nunca poderiam ser “feitos” na cabeça de um filho se não tivermos a menga/ejè (sangue) animal? Se o ritual foi todo completo, mas faltou a menga/ejè, a iniciação não pode ser considerada legítima?
Veja que a discussão agora não é comparativa pela superioridade desta ou daquela religião, só porque uma sacrifica e outra não. Não é a oferenda de animais que nos coloca na berlinda e no julgamento pejorativo da sociedade de cultura européia/cristã. É uma discussão teológica que precisamos enfrentar.

Claro que sabemos que quase a totalidade dos que nos questionam sobre este assunto, são carnívoros, o que, em tese, parece não haver sentido para o espanto e estranheza. Sabemos que este questionamento está mais ligado ao preconceito arraigado nas questões étnicas-raciais e históricas, porque praticamos uma religião que nos liga a Deus de maneira pura, sem promessas de condenação ou salvação, mas que é originária da mãe áfrica e trazida por nossos antepassados escravizados. Ninguém pratica o candomblé por medo de não ser salvo, mas para realizar a consciência divina em si mesmo e se realizar espiritualmente de maneira plena e bela. Mas não podemos esquecer que praticamos uma religião negra, no sentido étnico da palavra (como deveria ser sempre. A palavra negra, nunca deveria ser ligada a algo ruim ou negativo). Somos filhos espirituais da mãe África.

Estamos agora discutindo uma questão dentro das nossas bases teológicas, sem comparar com outras religiões ou buscar justificativas em outros povos que também oferecem animais aos seus Deuses, para endossar as nossas práticas. Não é porque os Israelitas tinham um culto a Jeová baseados na imolação e holocaustos (sacrifício de animais e queima das partes rituais no altar), ou porque os Cristãos baseiam sua fé num sacrifício humano (mesmo que voluntário, mas que teve valor para Deus, na concepção cristã), ou porque os nossos irmãos Islâmicos sacrificam cordeiros para Alà, ou ainda porque algumas tradições hindus também sacrificam, que justificaria por si só também oferecermos a vida animal a Deus enquanto nos alimentamos da carne como comunhão entre Deus (e suas manifestações), com os humanos, com os outros níveis de via animal e com os ancestrais.

Estas podem indicar origens comuns das tradições religiosas. Mas não nos isenta de termos que pensar teologicamente nossa fé.

E vai chegar a hora que teremos que encarar esta discussão em nossas hostes, porque, independente do motivo, cada vez mais a sociedade humana vai se tornando vegetariana. Então quem é vegetariano não pode ser iniciado no candomblé? E os ritos com oferendas animal, tanto liturgicamente, como literalmente, quando comemos a carne sagrada junto com as manifestações divinas e com a comunidade? A pessoa para se chegar a Deus através da nossa religião terá que violar um princípio pessoal que para ela não se justifica?

É um dilema teológico.

Claro que não estou aqui entrando em questões de tradições e nem estou sugerindo nada. Estou fazendo uma constatação e convocando a todos para uma reflexão teológica.

As reformas religiosas acontecem em todas as grandes tradições. O que não significa que o que vem depois é melhor do que a tradição sucedida. No Brasil temos um caso que muito se aproxima, que é a Umbanda, que em muitas casas é praticada como uma reforma e atualização dos cultos africanos, claro que com as influencias inevitáveis e muitas vezes saudáveis espiritualmente e outras nem tanto, de outras tradições religiosas. A Umbanda (quase a totalidade das casas) não pratica oferenda animal, o que não significa, por si só, superioridade. Embora nem sempre defenda o vegetarianismo como modo de vida.

O candomblé, também, já pode ser encarado como uma reforma religiosa, que, embora forçada, aconteceu como forma de resistência, pois, com toda a sua diversidade étnica, cultual, lingüística e religiosa, já é uma (re)construção dos cultos primários praticados na diversidade do continente africano. Esta reforma não significa, como no caso da Umbanda, que os crentes do candomblé são melhores, mais evoluídos ou mais próximos de Deus.

Embora hoje estejamos em uma situação privilegiada, pois podemos ter contato com vários cultos de origem africana, como também com várias outras concepções religiosas presentes em nossa sociedade. Com isto, influenciamos e somos influenciados.

Voltando a questão da carne, é importante frisar que o que é vegetariano, por si só, ou só por isso, não é superior ao carnívoro, ou o que pratica uma religião, seja de salvação, seja natural, seja sapiencial, ou as que se permitem transitar por estes vários conceitos, seja superior ao outro, pelo simples fato de oferecer ou não vida animal

A discussão aqui é outra. É uma questão de sermos legalistas. Como, por exemplo, o cristão quando diz que só Jesus é o filho e manifestação de Deus e com isto exclui todas as outras manifestações de Deus e todas as outras possibilidades, só porque é assim que ele lê nos livros sagrados que chegaram até ele.
Assim também somos legalistas quando dizemos que quem não passou por isso ou aquilo não pode manifestar a divindade.

Claro que quando falamos em religião institucionalizada, para ser autêntico dentro de uma tradição é necessário que passemos pelos ritos e liturgias daquela tradição. Isto nos dá autoridade dentro de uma determinada linhagem religiosa, mas não nos faz donos de Deus e de suas manifestações (divindades), para estabelecermos quem pode ou não manifestá-los.

Também se sugere que quem não pratica os ritos de uma determinada tradição, não pode ser reconhecida como tal. De certo modo funda-se um novo jeito, uma nova família, uma nova religião, etc. Isto é razoável. Para assegurar que sou Tumba Junsara preciso manter os ritos fiéis aos recebidos pelos meus mais velhos pertencentes a esta família. Posso até ter costumes diferentes, sotaques, ritmos, mas a base teológica tem que permanecer para que seja considerada autêntica no sentido institucional. Senão fundo uma outra família.

Sabemos dos mitos e lendas (que neste contexto sagrado deve ser encarado com verdade universal), onde as divindades ensinam aos humanos a oferecer animais no culto, para que assim permanecessem vivas entre nós, mas nem mesmos os mitos e lendas podem nos limitar literalmente. Ao pé da letra nem sempre conseguimos ver a verdade velada e ensinada nos mitos.

Temos que ir além.

Deixar cair o véu e usufruir de todas as possibilidades de plenitude que Deus e suas manifestações (Nzambi Mpungu/Olofim/Olorum e Nkisi/Mukisi, Orixá e Vodun e Encantados) podem nos proporcionar.

Mais uma vez relembro que não é o simples fato de oferecemos animais nos nossos cultos que vai nos fazer autênticos ou verdadeiros ou legítimos diante de Deus. Embora às vezes nos faça diante dos humanos. Mas o que nos legitima é nossa experiência, nossa fé, nossa transcendência e nosso respeito à diversidade das manifestações divinas.

Também não é o simples fato de sermos vegetarianos ou praticarmos uma religião que não tem culto com oferendas animais que nos fará superiores ou melhores do que nossos irmãos e irmãs humanas. A folha, a semente, o fruto, os grãos, também não são vivos?

Só a vida alimenta o vivo. Não tem como fugir dessa realidade da existência.

O que passa disso é convencimento interno que para cada um justifica.
É engano avocar para si a posse do sagrado, baseado em qualquer que seja o motivo externo (incluindo-se aqui os ritos e as liturgias) nos fazendo donos de Deus, e consequentemente O limitarmos ao nome pelo qual é conhecido e cultuado por nós.

Para nós do candomblé todos os nomes pelos quais Deus É conhecido são sagrados e não podem ser vilipendiados. Porque Deus está além de qualquer nome pelo qual possa ter se revelado aos ancestrais da humanidade e a nós.

Por isso reafirmo que nossa religião é autêntica, verdadeira e legítima como qualquer outra, independente dos ritos e liturgias que desenvolvemos, já que todos eles se justificam teologicamente e internamente nos fiéis.

Que o fato de oferecermos menga/èjè não significa crueldade com nossos irmãos que nasceram em outras classes animais, nem, tão pouco, desrespeito à vida (já que concebemos que a vida é eterna, só a forma que é passageira), nem nos faz inferiores a outras religiões ou tradições que não mantém o mesmo rito, embora esteja na base do culto dos seus ancestrais.

Somo próximos e realizados em Deus, independente da religião que temos, quando manifestamos amor, caridade, elevação espiritual e mantemos o equilíbrio do nosso planeta na preservação dos ecossistemas e respeitando a todas as formas de vida (oferecer vida animal neste contexto não significa desrespeito).

Mas isso não nos exclui de pensarmos e repensarmos nossos mitos, ritos, tradições e cultos, mesmo que a prática não seja alterada, com certeza o sentido e o entendimento serão muito mais apurados e muito mais espiritualizados. Seremos e faremos gerações melhores como seres humanos, divinos e divinizados dentro da nossa religião.

Neste contexto, até mesmo um vegetariano pode sim ser iniciado no candomblé, passar pelos ritos sacralizadores com a menga/èjè, sem se sentir violado ou violando seu princípio pessoal, pois entendeu que a vida voltou a fluir da fonte, embora a forma tenha se doado para que ele se tornasse um membro legítimo de uma religião legítima que guarda a memória dos seus ancestrais e onde toda a vida é respeitada, por isso todas as formas de vida são à Deus oferecidas e se realizam juntamente com ele/ela naquele ato sagrado e de profundo amor e respeito.

Mba kukunda ngana Nzambi Mpungu!!!!! (Louvado seja Deus Todo Poderoso).

Tatá Ngunz’tala
Sacerdote do Candomblé de Angola (Ndanji Tumba Junsara).
Teólogo e Pedagogo.
francgunzo@gmail.com
61.8124.0946

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