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Archive for the ‘Exus’ Category


Marcone era homem de meia-idade e de grande cultura geral, produto de uma educação esmerada em colégios de qualidade inequívoca, sob o alicerce fraternal de sua família. Além de engenheiro, dedicava-se a estudar a doutrina espírita kardecista com empenho sem-igual, a fim de estar sempre preparado a orientar os freqüentadores de um centro espírita, no qual exercia o cargo de presidente e principal palestrante.
Lapidado em conceitos ortodoxos que, ao invés de abrir-lhe os horizontes da Espiritualidade, mais o faziam mergulhar em um dogmatismo desenfreado, Marcone, durante as palestras que ministrava, quando indagado sobre questões pertinentes à Umbanda, utilizava-se quase sempre de expressões depreciativas, asseverando que tal religião era constituída de espíritos e práticas atrasados, e que pouco ou nada contribuíam para auxiliar os doentes do corpo e do espírito.
Sua vida transcorria normal, com a habitualidade de sempre, alternando-se entre o trabalho, o convívio social e as reuniões espíritas.
Certa ocasião, Carlos, seu filho de 10 anos, foi acometido de estado febril, acompanhado de pequenas convulsões. Preocupado, buscou auxílio médico, sem, no entanto, lograr êxito. Análises laboratoriais não apontavam qualquer tipo de infecção, bem como nada havia sido detectado nos exames cardiológicos e neurológicos.
Não deixando a medicina de lado, Marcone, como dirigente que era, passou a levar seu filho às sessões espíritas, na expectativa de que os amigos espirituais ajudassem na cura do bom filho.
Em determinada sessão, durante a leitura de nomes para irradiação, em cuja relação incluía-se o de seu filho, presente ali e muito debilitado, Marcone foi surpreendido pela incorporação de um espírito em um médium integrante da mesa. Como na casa espírita que dirigia não havia incorporações, mas tão somente mensagens psicografadas e inspirações espirituais, o engenheiro prontamente se aproximou do médium manifestado, reprimindo-o energicamente por alterar a linha de trabalho do centro.
No momento em que Marcone admoestava o médium em transe, o espírito que a este se acoplara, apresentou-se, dando boa noite aos presentes. Disse que fora enviado àquele recinto para solucionar problema de ordem espiritual delicado que afligia certa pessoa da assistência, direcionando seu olhar para o menino Carlos. O dirigente, observando o comportamento diferente daquela individualidade espiritual, num misto de insegurança e arrogância, inquiriu o espírito sobre sua procedência e nome. O amigo espiritual, fitando fixamente Marcone, disse-lhe que realizava trabalhos em outra corrente religiosa, declinando seu nome, que aqui trataremos apenas como Exu “A”.

Ante a identificação, o pai de Carlos, tomado de profundo preconceito, ordenou àquele espírito que reputava como sem-luz, que se retirasse e procurasse a evolução que Marcone supunha que ele, o espírito, necessitasse. Ante os apelos contundentes, o espírito aceitou retirar-se, dizendo, antes de partir, que o enfermo a curar carecia de cuidados urgentes, sob pena do quadro tornar-se irreversível.

Após a partida do espírito Exu “A”, o diretor Marcone criticou severamente o médium que tinha dado campo de atuação àquele espírito, exigindo maior atenção dali em diante.
Os dias passam e, apesar dos passes e água fluidificada ministrados em Carlos, o garoto jazia num permanente estado febril e periódicas convulsões, acrescido agora de ostensiva anemia, deixando-o num estado mental depressivo. Marcone já não sabia a
quem recorrer, pois experimentara até a desobsessão, sem resultado algum.
Desesperado com a patologia de Carlos, Marcone, numa atitude desesperada de pai, resolveu buscar auxílio no primeiro lugar que encontrasse, fosse o que fosse. Saiu a perambular pela rua, entrando em quase todas as vias de seu bairro. Nada. Alcançou os
limites de outro bairro. Nada.
Já desanimado e sem ter com quem contar, Marcone tomou o caminho do lar. Entrando em pequena viela que lhe facilitaria encurtar a distância, ao passar por uma pequena casa, ainda com tijolos à mostra, o pai aflito identificou o som que parecia ser de tambores. Sob a inspiração de seus guias, perguntou a um senhor de cabelos e vestimenta brancos que ali estava, o que funcionava naquele local. Foi informado, então, que se tratava de um Templo de Umbanda.
O engenheiro Marcone, constrangido, explicou à pessoa parada no portão que tinha, na família, pessoa que passava por sérios problemas de saúde, necessitando atendimento. Respondeu-lhe o humilde senhor que ele, Marcone, poderia trazer o doente, se quisesse, ainda naquele dia, pois a sessão estava em seu início.
Marcone pôs-se em fuga alucinada para a sua residência. Enrolou o filho em um lençol e, em companhia de sua esposa, rumou de carro para aquele endereço. Retornando à Casa Umbandista, foi levado, juntamente com Carlos e Leila, sua mulher, ao salão de trabalhos espirituais.
Incomodado com o barulho dos instrumentos de percussão, porém esperançoso na cura de seu filho, Marcone orou incessantemente, pedindo auxílio diante da situação. Comandava as atividades o Caboclo que aqui chamaremos apenas de “Z”. A certa altura da gira, esta entidade aproximou-se do casal e disse-lhes que iria atendê-los após o encerramento dos trabalhos que se realizavam, momento em que direcionou um olhar de amor para Carlos.
Duas horas se passaram até que a Entidade-Chefe desse por terminado o trabalho, solicitando a seu cambone que esvaziasse o terreiro. Estando agora somente o Caboclo “Z”, seu cambone, Marcone e sua família, o espírito solicitou ao engenheiro que levasse Carlos para as dependências externas da Casa e o deitasse num pequeno espaço de terra batida existente. Advertido pelo Caboclo “Z” de que o êxito dos trabalhos a realizar dependeria também de sua fé e amor, Marcone, inquieto, via-se diante de situação que a doutrina de Kardec jamais o elucidara. O Caboclo “Z” disse-lhe ainda que o trabalho de cura ficaria a cargo de um outro amigo espiritual, devido o problema presente estar diretamente ligado à sua área de atuação.
Marcone, pensativo, limitava-se a ouvir aquela entidade simplória, porém iluminada, dizendo-lhe esta que se afastaria do médium, mas estaria presente,auxiliando no que fosse necessário. Ato contínuo, o médium do Caboclo-Chefe foi tomado por uma outra entidade espiritual, que passou a cumprimentar os presentes. Marcone, sob forte vibração, notou que conhecia aquele olhar fixo. O tom de voz (psicofonia) não lhe era estranho. Não ousou questionar o espírito, que, de forma vigorosa, dava instruções ao cambone sobre como proceder.
Após os preparativos, o amigo espiritual expôs resumidamente a Marcone que o pequeno Carlos achava-se em processo de obsessão, infligido por alguns desafetos do passado, e que o caso solicitava o concurso de medidas extremas para tal dissipação. Marcone encorajado a esclarecer-se sobre o fato, afirmou ao espírito que era dirigente de um centro kardecista e que lá havia sessões de desobsessão, consultando-o sobre a possibilidade do drama de seu filho lá ser resolvido. O companheiro de Aruanda explicou-lhe que, devido ao atual estágio obsessivo de Carlos, a doutrinação dos desencarnados que o assediavam só surtiria efeito após a realização daquele trabalho.
Feitos os preparativos, a entidade atuante ordenou ao cambone que fizesse, na terra, um círculo que envolvesse Carlos e que colocasse, sobre seu traçado, material de grande fundamento dentro da Umbanda. Orientou os presentes para que guardassem distância e que orassem de olhos fechados. Estando todos a postos, a entidade que capitaneava o ritual ordenou ao cambone que “puxasse” uma curimba de atração e condensação de forças positivas, repetindo-a por três vezes. Depois foi cantado um ponto de ação repulsora, momento em que o amigo do astral superior acionou a ignição do material no círculo mágico depositado.
Grande deslocamento de ar ocorreu, ao mesmo tempo em que se expandiam partículas de alto poder de corrosão. Ato contínuo, Carlos, então em estado torpe, foi acometido de grande agitação, que durou segundos, voltando depois ao estado de
inércia inicial. Imediatamente, o espírito que comandava os trabalhos ordenou aos guardiões auxiliares que imobilizassem os obsessores (eram dois), e os encaminhassem à detenção astral, até segunda ordem.
Marcone, assustado com o cenário que até então desconhecia, notou, com velada satisfação, que Carlos abrira os olhos com brilho há muito não visto. Levantando-se do chão ainda debilitado pelo vampirismo dos obsessores, perguntou ao pai que lugar era
aquele e o que tinha acontecido. Aproximando-se da família, o espírito benfeitor expôs que o perigo passara e que, embora naquele local se efetuassem trabalhos de doutrinação, ele, Marcone, mediante ordens superiores, poderia ministrar o devido esclarecimento àqueles espíritos detidos, em sua casa espírita.
Visível felicidade cobria a face de Marcone e Leila, que observavam substancial melhora do filho. Distraindo-se em afagar Carlos, Marcone não percebeu que o espírito trabalhador já se afastara do médium. Não teve a oportunidade de agradecer e nem saber seu nome.
Perguntou ao dirigente daquele Núcleo Umbandista sobre quem era aquele espírito, no que foi respondido, em tom fraternal, o que importava naquele momento, era o bem-estar de Carlos.
Os dias correram e, com eles, a febre alta, a anemia e as convulsões. Carlos, o filho querido, já tinha vida normal e sequer demonstrava resíduos da patologia espiritual que o afligira. Marcone solicitou aos espíritos superiores que lhe dessem a oportunidade
de receber em sua casa espírita aquelas entidades que outrora obsediavam seu filho. Foi atendido, fazendo valoroso trabalho de conscientização e regeneração junto aos ex-obsessores.
Durante uma sessão de estudos, em que todos os presentes se voltavam a esmiuçar as obras kardecistas, uma suave briza de fragrância agradável fez vibrar positivamente todo o ambiente. Marcone então teve suas atenções voltadas para um médium da mesa, cuja fisionomia denotava profunda mudança. O médium, agora incorporado por um espírito, saldou a todos, conclamando-os a seguirem os ensinos de Jesus.
O dirigente Marcone, sob forte emoção, identificou de pronto aquela entidade. Sabia agora que era a mesma que se manifestara pela primeira vez naquele recinto para ajudar Carlos, e que fora injustamente convidada a se retirar. Tinha consciência também que era o mesmo espírito que havia curado seu filho no Templo Umbandista.
Num incontido choro, aproximou-se daquele espírito pedindo perdão pelo preconceito e discriminação que o fizera passar.
A entidade espiritual Exu “A” envolveu Marcone em cristalinas ondas de luz, pedindo mais compreensão e menos radicalismo.
Proferiu, ao dirigente espírita palavras de conforto e entusiasmo para as atividades espirituais. O engenheiro Marcone, percebendo que a entidade espiritual já se despedia dos presentes, num gesto de humildade e simplicidade, virtudes que permeiam os grandes de coração, fraternalmente disse ao espírito do Bem:
“Obrigado, amigo Exu!” Um Exu de Lei e verdade…

(Autor Desconhecido) – do Portal Guardiões da Luz

Laroyê Exu… Exu é Mojubá!

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Exu 7 Catacumbas

Sério, bravo, nervoso, bondoso, não tem misericórdia de espíritos que atrapalham o sossego alheio, no entanto é um fiel protetor e grande conselheiro de todos que queiram fazer do seu mundo um lugar melhor pra se viver.

Esse poderoso Exú da Umbanda, Kimbanda e Candomblé, conhecido no Catimbó como Mestre 7 Catacumbas.

Onde ele fica pode ter certeza não fica um egum por perto.

Uma característica muito impressionante é que quando ele vai embora
arrasta consigo tudo de ruim que houver no terreiro.

Características de Mestre 7 Catacumbas
Catacumbas é um poderoso Exú da Umbanda, Kimbanda e Candomblé, conhecido no Catimbó como Mestre 7 Catacumbas.

Onde ele fica pode ter certeza não fica um egum próximo e uma característica muito impressionante é que quando ele vai embora arrasta consigo tudode ruim que houver no terreiro.

Sério, bravo, nervoso, bondoso, não tem misericórdia de espíritos que atrapalham o sossego alheio, no entanto é um fiel protetor e grande conselheiro de todos que queiram fazer do seu mundo um lugar melhor pra se viver.

Você que trabalha com o Catacumba, já recebeu seu auxílio ou mesmo se familiariza com ele venha conhecê-lo.

Deixe comentários sobre suas experiências com essa entidade,
perguntas, pontos e ajude outras pessoas na fé destes grande guardião.

Atribuições de 7 Catacumbas no plano espiritual

Catacumbas, assim como a grande maioria dos Exús, é uma espécie de policial, executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso.

É o mensageiro, o que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo uma forma ameaçadora para fazer-se respeitar.

Sem Exú a força dos Orixás não atuaria no mundo, pois são eles os operários incansáveis.

Temido por não admitir a desobediência, é ele quem aplica os castigos de quem é também guardião, fazendo, na verdade, cumprir a lei de causa e efeito e desmanchando todo tipo de magia negra.

Mesmo punindo, quando há mérito, Mestre 7 Catacumbas cura, concede maiores facilidades em alcançar o que desejamos.

É um faxineiro do astral, porque purifica os ambientes e pessoas.

É comum ver-se suas legiões preocupadas em alertar contra males, jamais trabalhando contra a lei divina do amor.

O Mundo de Sete Catacumbas

Há vários equívocos envolvendo Exús e Pomba-giras.

Alguns deles referem-se às suas funções como foi falado em outras postagens.

Mas também se faz muita confusão a respeito de nomes, faixas de vibração ou melhor, domínio onde encontramos a energia de vibração para entrarmos em contato com certas entidades.

Algumas vezes vamos a um determinado centro ou terreiro no qual nos dizem que nosso guia, caboclo, mentor ou Exú possui tal ou tal nome.

Mais tarde ao sermos atendidos em outro terreiro nos dão um nome diferente do primeiro.

Vamos tentar tirar a dúvida do por que disto acontecer com tanta freqüência.

Para isso é preciso entender que os Exús não são obrigados a conhecerem todos entre si.

Pois possuem funções semelhantes dentro do plano espiritual.

Mas como em uma grande empresa não há como conhecer todos os colegas de diversos setores e funções.

Eles são trabalhadores das faixas umbralinas e de regiões que se localizam entre o mundo material e espiritual.

Podendo cada um ter passagem livre para qualquer uma das faixas de
vibração menos densa que a sua.

Mas podendo exercer toda força da sua energia somente dentro do campo ao qual está designado a trabalhar.

Podemos citar algumas dessas faixas para facilitar o entendimento, mas isso não vai traduzir na integra a grandiosidade e a complexidade dessa região do plano astral.

No primeiro plano teríamos os Exús Ciganos, de Rua,Encruzilhadas e Exús das Matas, que são verdadeiros pára-médicos socorristas, são eles que dão os primeiros socorros ou ficam de prontidão observando desencarnados errantes, enquanto comprem ao mesmo tempo o trabalho de senhores do sofrimento cármico de acordo com o merecimento de cada um.

São eles que assustam e amedrontam, tornando o estágio errante ainda mais aterrorizador, daí sua aparência séria e sua conduta às vezes até mesmo algoz.

Por outro lado auxiliam ao perceberem o real arrependimento e desejo de melhorar-se.

Costumo dizer que quem vai trabalhar com estudantes leva livros, quem vai trabalhar com doentes leva remédios, mas quem vai trabalhar com “bandidos” vai armado.

Se os Exús cumprindo sua função espiritual tentassem aplicar as lições que só o sofrimento ensina com uma aparência menos austera do que aquelas que usam, seriam como uma professora que não impõe respeito, disciplina e energia a alunos levados.

Sendo assim não poderiam apresentar-se de forma diferente.

Tudo isso é uma espécie de uniforme de trabalho.

Se partirmos do principio de que nenhum deles exerce a função no lugar onde habitam por obrigação, mas sim por vontade e pelo simples desejo de auxiliar nosso desenvolvimento espiritual, compreenderemos o grande amor que cada um possui dentro de si.

Assim como temos os Exús Ciganos, de Rua, Exús das matas e tantos outros que vibram dentro de uma freqüência que se localiza em pontos de energia entre o nosso mundo material e o mundo espiritual como num duplo etérico do nosso planeta, temos também os Exús de almas,
cemitério ou Kalunga, o que é o caso do Exú Caveira, Maria Padilha das Sete Catacumbas, Maria Mulambo, Maria Quitéria, Exú Sete Catacumbas, Sete Liras (Lúcifer) e tantos outros.

A função dos Exús de almas é vibrar com uma freqüência tão densa que podem ir e vir das áreas mais profundas das zonas umbralinas.

Enquanto os Exús de rua vibram em áreas localizadas em regiões mais próximas a nós, socorrendo os desencarnados errantes.

Os Exús de almas mantêm espíritos de vibrações primitivas, presos a seus carmas umbralinos enquanto isso for necessário para seu aprendizado.

Todos os Exús são onipresentes, ou seja, podem fazer-se presentes em um local e através do pensamento ir e vir e também fazerem-se sentidos e ouvidos em outros lugares ao mesmo tempo.

Aqui é importante ressaltar que Exús de Rua vibram numa freqüência que varia da sua faixa de vibração até nosso universo material, enquanto que os Exús da entrada umbralina relaciona-se ao portão da Kalunga ou cemitério, aos quais chamamos aqui de Falange das
Caveiras.

Eles podem vibrar das primeiras faixas densas do Umbral onde habitam até nosso universo material, no entanto não adentram as faixas mais densas as quais pertencem aos Exús das faixas mais profundas.

Se pudéssemos comparar o Umbral a um edifício subterrâneo de nove imensos andares, Sete Catacumbas estaria trabalhando em uma freqüência localizada no terceiro andar de baixo para cima, ficando as outras duas últimas sobre a guarnição das falanges de Lúcifer
(Exú 7 Liras) e Omolu (muito confundido com o Xapanã do Batuque e Obaluaiê do Candomblé).

Estes possuem livre passagem em todas as faixas e assim chegam a nós.

Daí a confusão muitas vezes criada onde certa entidade “erra” o nome do Exú de alguém.

Um Exú de Rua teria perfeitas condições de reconhecer outro Exú da mesma faixa sem margens de erros.

Mas no momento que tentar identificar um Exú que vibra em uma região
inferior apenas acertaria o povo, Kalunga por exemplo, mas dificilmente conseguiria identificar com exatidão nome da falange que ele representa.

Pois não tem um contato direto com ela, a não ser que esta esteja já em um estágio de afinidade e com o médium já desenvolvido.

Sete Catacumbas e o Catimbó

Catimbó é uma miscigenação da feitiçaria européia acrescida grandemente por diversos elementos do cristianismo que chegando ao Brasil foi se misturando aos cultos de raízes indígenas e africanas.

O Catimbó cultua santos católicos e também possui uma rica a simbologia baseada em tradições indianas, egípcia e greco-romana.

No Norte do Brasil o Catimbó baseia-se no culto em torno da planta Jurema, onde essa erva é seu principal elemento, mas em todo
país cada um dos Mestres possui um erva de fundamento.

Se tivermos que caracterizar qual é o principal objeto de culto não há dúvida que são as ervas, pois não há dúvida que o Catimbó é xamanista com muita práticas de pajelança, mas é baseado em Mestres, apesar de os Caboclos também participarem.

O Catimbó não é muito diferente ou melhor que outros cultos, como por exemplo os de origem afro-brasileira e não se pode dizer que suas entidades sejam de nível superior ou inferior aos guias da Umbanda (incluindo orixás).

Há também a manifestação de entidades da Kimbanda como Zé Pilintra, Maria Quitéria e Sete Catacumbas, todos em notável estado de
evolução e maturidade espiritual com grande sabedoria e facilidade de aconselhamentos, desobsessão, indicação de ervas medicinais e limpezas espirituais e curas materiais.

No Catimbó São Jerônimo é São Jerônimo e Xangô é Xangô.

São Jorge é São Jorge e não Ogum.

Existem muitas semelhanças em relação às giras, mas as essências são outras.

Os Mestres são Senhores da sua magia e não há hierarquia havendo muito respeito de um mestre para com outro mesmo para uma entidade irreverente como Zé Pelintra.

Sete Catacumbas vêm com toda força das práticas da sua cultura original e a sabedoria da Cabala Egípcia.

Qualquer mestre que fora adotado ou inserido com o tempo em cultos
umbandistas ou afro-brasileiros sentem-se totalmente “em casa” em um culto de catimbó, pois ali poderá ser ele mesmo sem regras ou dogmas dos quais se revestem em outros cultos.

O Catimbó pode ser considerado o avô da Umbanda, tem mais de 400 anos e a Umbanda quase 100 anos.

O Catimbó desenvolveu-se de forma paralela, mas independente das outras religiões no Brasil.

Os passes da Umbanda vêm da fumaçada feita com cachimbos e charutos invertidos que já existia no Catimbó.

É uma reunião alegre e festiva quando em sua forma de roda (ou gira), mas, pela falta da corrente doutrinária formal vários formatos serão encontrados, dependendo da “ciência”, vidência, maturidade e ética de quem o dirige.

Maria Padilha das Sete Catacumbas

Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse:

– Precisamos do sangue de um inocente!

– Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos.

Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.

Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando.

Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela.

Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno.

Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz.

Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou:

– Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você.

– Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução:

– Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante!

– Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil?

– De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo.

– Foi aí que ela falou do sangue inocente.

– A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho?

– Para fazer omelete, quebram-se ovos…

Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente.

Levantou-se e saiu correndo apavorada.

A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.

Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala:

– Agora você tem que fazer!

– Em outras ocasiões ele dizia:

– Você não presta mesmo, nunca prestou!

– Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.

Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa.

Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar.
Sem saber como, a faca apareceu em sua mão.

– Cale a boca garoto dos infernos!

– A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo.

Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada.

Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta.

Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada
para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas,pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete
passa a sentir-se pesado.

Saravá Maria Padilha das Sete Catacumbas!

A denominação “Exu”, acrescida de títulos identificadores, refere-se a espíritos tanto masculinos quanto femininos; estes últimos, mulheres desencarnadas, são as famosas pombas-giras.

Existe uma hierarquia de Exus com seus respectivos Reinos, chefes e subordinados aos quais relacionam-se atribuições mais ou menos específicas.

São 7 reinos Reinos; cada Reino possui 9 povos, num total de 63 povos de Exu. São eles * [DOS VENTOS, Mario. Na Gira do Exu: The Brazilian Cult of Quimbanda. [Trad. Ligia Cabús], p 35]:

1.Reino das Encruzilhadas

Chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombagira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exus que ali trabalham.

Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.

Os seguintes povos pertence a este reino:

Povo da Encruzilhada da Rua – Chefe Exu Tranca-Ruas

Povo da Encruzilhada da Lira – Chefe Exu Sete Encruzilhadas

Povo da Encruzilhada da Lomba – Chefe Exu das Almas

Povo da Encruzilhada dos Trilhos- Chefe Exu Marabô

Povo da Encruzilhada da Mata – Chefe Exu Tiriri.

Povo da Encruzilhada da Kalunga – Chefe Exu Veludo

Povo da Encruzilhada da Praça – Chefe Exu Morcego

Povo da Encruzilhada do Espaço – Chefe Exu Sete Gargalhadas

Povo da Encruzilhada da Praia – Chefe Exu Mirim

2.Reino dos Cruzeiros
Chefiado pelo Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombagira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exus que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada).

Os seguintes povos pertencem a este reino:

Povo do Cruzeiro da Rua – Chefe Exu Tranca Tudo

Povo do Cruzeiro da Praza – Chefe Exu Kirombó

Povo do Cruzeiro da Lira – Chefe Exu Sete Cruzeiros

Povo do Cruzeiro da Mata – Chefe Exu Mangueira

Povo do Cruzeiro da Calunga – Chefe Exu Kaminaloá

Povo do Cruzeiro das Almas – Chefe Exu Sete Cruzes

Povo do Cruzeiro do Espaço – Chefe Exu 7 Portas

Povo do Cruzeiro da Praia – Chefe Exu Meia Noite

Povo do Cruzeiro do Mar – Chefe Exu Calunga (Calunga grande)

3.Reino das Matas

Chefiado pelo Exu Rei das Matas e Pombagira Rainha das Matas.

Governa todos os Exus que trabalham nas matas ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino.

São os povos deste reino:

Povo das Árvores – Chefe Exu Quebra Galho

Povo dos Parques – Chefe Exu das Sombras

Povo da Mata da Praia – Chefe Exu das Matas

Povo das Campinas – Chefe Exu das Campinas

Povo das Serranias – Chefe Exu da Serra Negra

Povo das Minas – Chefe Exu Sete Pedras

Povo das Cobras – Chefe Exu Sete Cobras

Povo das Flores – Chefe Exu do Cheiro

Povo da Sementeira – Chefe Exu Arranca Tôco

4.Reino da Calunga Pequena (Cemitério)

Governado pelo Exu Rei das Sete Calungas ou Calungas e Pombagira Rainha das Sete Calungas.

Esses Exus também são chamados pelo nome de Rei e Rainha dos Cemitérios.

Geralmente quando se diz “calunga” nas giras de Quimbanda é para nomear ao cemitério.

Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios. Pertencem a este reino:

Povo das Portas da Kalunga.- Chefe Exu Porteira

Povo das Tumbas.- Chefe Exu Sete Tumbas

Povo das Catacumbas.- Chefe Exu Sete Catacumbas

Povo dos Fornos.- Chefe Exu da Brasa

Povo das Caveiras.- Chefe Exu Caveira

Povo da Mata da Kalunga.- Chefe Exu Kalunga (conhecido também como Exu dos Cemitérios)

Povo da Lomba da Kalunga.- Chefe Exu Corcunda

Povo das Covas – Chefe Exu Sete Covas

Povo das Mirongas e Trevas – Chefe Exu Capa Preta (conhecido também como Exu Mironga)

5.Reino das Almas

Chefiado por Exu Rei das Almas, Omulu e Pombagira Rainha das Almas ou Rei e Rainha da Lomba, Governam todos os Exus que trabalham em locais altos.

Os Exus deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc..
São deste reino:

Povo das Almas da Lomba – Chefe Exu 7 Lombas

Povo das Almas do Cativeiro- Chefe Exu Pemba

Povo das Almas do Velório- Chefe Exu Marabá

Povo das Almas dos Hospitais – Chefe Exu Curadô

Povo das Almas da Praia – Chefe Exu Giramundo

Povo das Almas das Igrejas e Templos .- Chefe Exu Nove Luzes

Povo das Almas do Mato – Chefe Exu 7 Montanhas

Povo das Almas da Kalunga – Chefe Exu Tatá Caveira

Povo das Almas do Oriente – Chefe Exu 7 Poeiras

6. Reino da Lira

Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha.

Seus nomes quimbanda: Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblé (ou Rainha das Marias).

Os apelidos referem-se à sua afinidade com a dança, a música e a arte (lira e candomblé).

Dentro do reino da Lira, que também às vezes é chamado “reino do candomblé” não pelo culto africano aos orixás, mas por ser essa palavra, “Lira”, relacionada de dança e música ritual.

Trabalham aqui todos os Exus que têm afinidade com a arte, a música, poesia, boemia, artes ciganas, malandragem, etc..

Pertencem a este reino:

Povo dos Infernos – Chefiado por Exu dos Infernos

Povo dos Cabarés – Chefiado por Exu do Cabaré

Povo da Lira – Chefiado por Exu Sete Liras

Povo dos Ciganos – Chefiado por Exu Cigano

Povo do Oriente – Chefiado por Exu Pagão

Povo dos Malandros – Chefiado por Exu Zé Pelintra

Povo do Lixo – Chefiado por Exu Ganga

Povo do Luar – Chefiado por Exu Malé

Povo do Comércio – Chefiado por Exu Chama Dinheiro

* Lira é, também, uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, atualmente, região de Kampala, capital de Uganda – África. Esta referência parece ser mais precisa no que se refere à denominação Reino da Lira.

7. Reino da Praia

Governado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia.

Inclui todos os Exus que trabalham nas praias, perto das águas ou dentro delas, salgadas ou doces.

São seus povos:

Povo dos Rios – Chefiado por Exu dos Rios

Povo das Cachoeiras – Chefiado por Exu das Cachoeiras

Povo da Pedreira – Chefiado por Exu da Pedra Preta

Povo do Marinheiros – Chefiado por Exu Marinheiro

Povo do Mar – Chefiado por Exu Maré

Povo do Lodo – Chefiado por Exu do Lodo

Povo dos Baianos – Chefiado por Exu Baiano

Povo dos Ventos – Chefiado por Exu dos Ventos

Povo da Ilha.- Chefiado por Exu do Côco

Os sete reinos referem-se aos sete caminhos que uma pessoa deve percorrer ao longo de sua vida, sete vivências que são experimentadas, sete metas a serem cumpridas:

1. Desenvolvimento da Espiritualidade

2. A relação com as coisas materiais

3. O nascimento das crianças, os filhos, a reprodução

4. A riqueza, a prosperidade e a saúde

5. O trabalho físico em todos os seus aspectos

6. O prazer em geral

7. O amor em todas as suas manifestações

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Exu Tata Caveira

Tata Caveira

Tatá Caveira trabalha diretamente sob as ordens do Exu Caveira, que por sua vez, é um dos maiorais na Linha de Cemitério. Apresenta-se astralmente sob a forma de uma caveira, tal como o seu chefe direto. Veste uma capa preta.
Bebe marafo, absinto, vinho, whyske, conhaque, cerveja e fuma charutos escuros.

A Lenda de Tatá Caveira
Conta a lenda que em sua vida terrena, Tatá Caveira teve sua vida, assim como todos nós. Nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com sua própria narrativa; “na minha terra sagrada, à beira do Grande Rio”. Seu nome era Próculo, nome de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana daquela época.

Próculo viveu em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. E durante toda sua vida, trabalhou e lutou muito para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a trabalhar e luta muito, tanto pelo seu crescimento financeiro.

Próculo viveu uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.

Porém o destino pregou uma peça amarga em Próculo, seu irmão terreno, sabendo da intenção que Próculo tinha em relação à moça, começou a partir desse momento a tramar uma traição muito grave contra seu próprio irmão Próculo. Foi justamente quando Próculo finalmente tinha conseguido adquirir mais da metade da aldeia onde os dois viviam, sentindo-se assim seguro de que ninguém poderia oferecer quantia maior pela sua amada e finalmente teria seu sonho realizado; foi traido pelo seu próprio irmão, que horas antes, comprou do pai da moça o direito de torná-la sua mulher. Ao tomar conhecimento do ocorrido, Próculo sentiu-se traído e ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato de ser ele sangue do seu sangue. Apesar de ser seu irmão, mais velho, ele era muito invejoso e não conseguiu juntar nem a metade da riqueza que Próculo havia conseguido com seu trabalho e sua luta para a conquista de seu sonho.

Próculo vivia em uma aldeia que era rica e próspera, e isto trazia muita inveja as aldeias vizinhas. Porém certo dia, uma aldeia próxima, bem maior em número de habitantes, mas com menos riquezas, por estar afastada do Rio Nilo, passou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo. Iniciou-se assim uma guerra entre as duas aldeias. Sendo que a aldeia de Próculo foi invadida de surpresa, pegando seus habitantes completamente surpresos e sem reação. De todos os habitantes da aldeia de Próculo somente ele e seu irmão sobreviveram juntamente com mais 47 pessoas da aldeia. Estes 49 sobreviventes, revoltados, uniram-se e partiram para a vingança, invadirão a aldeia inimiga, nessa luta muitos inocentes acabaram morrendo por neste ato de raiva e ódio. Devido à inferioridade numérica, pois eram apenas 49 contra toda uma aldeia, logo ficaram cercados e fpram todos capturados. Próculo e seu irmão, assim como todos os seus 47 companheiros, foram queimados vivos juntos lado a lado Próculo e seu irmão acabaram sendo queimados.

Desse ato de vingança e ódio foi onde se deu a origem dos 49 exus que fazem parte da Linha de Caveira, constituida por todos que naquele dia desencarnaram.

Formando-se assim a Linha de Caveira, entre esses, os mais conhecido são:
Tatá Caveira;
João Caveira;
Caveirinha;
Rosa Caveira;
Dr. Caveira (7 Caveiras);
Quebra-Osso;
Por respeito a Próculo e seu irmão, não identificaremos aqui qual desses exus foi o irmão carnal de (Próculo) Tatá Caveira enquanto vivos eram.

A Entidade Tatá Caveira
Como entidade, e Chefe-De-Falange Tatá Caveira é muito incompreendido. São muito raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange.

Tatá Caveira é brincalhão, e ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca deixa nenhuma duvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando com repantes de alegre, nervoso, calmo, apressado, por isso é considerado por muitos como louco.

Tatá Caveria é uma entidade extremamente leal e amigo, e até um pouco ciumento. Fidelidade é sua características mais marcantes, por isso mesmo Tatá Caveira não perdoa traições, e valoriza muito a verdadeira amizade. Trair um amigo é considerada por ele como a pior das traições.

Ebora seja criticado em muitas literaturas, são poucos os que têm conhecimento da estória de Tatá Caveira, Chefe-De-Falange. O médiun que o incorpora geralmente custa a adquirir a total confiança e intimidade com este exu, sendo que Tatá Caveira por ser leal e amigo passa o tempo todo colocando o médiun a prova até esse tenha total confiança e intimidade com ele, quando a partir desse momento Tatá Caveira se tornará eternamente um amigo para o resto da vida, nesta e em outras evoluções.

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