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Foi nos primeiros dias de Agosto de 1385. O Sol dardejava o seu sopro de fogo sobre as terras de Portugal e Espanha. Corpos aquecidos e espíritos ardendo em febre! Ânimos mais exaltados ainda pelo calor da discórdia!

O rei de Castela levara até à Beira a sua invasão em território muito nosso. E o jovem rei de Portugal — rei havia apenas questão de meses — correu para a cidade do Porto para reunir tropas, descendo depois sobre Abrantes, onde iria encontrar-se com o condestável do reino. Este correra antes a Estremoz. Aí, aliciara gente. E fortalecido pela fé de vencer, chegou à cidade de Abrantes, onde iria reunir-se conselho.

O ar, demasiado abafado, quase não girava. No salão, os guerreiros acolhiam com desagrado a ideia de uma grande batalha. Sabiam que o rei de Castela tinha em campo mais de vinte mil homens, enquanto eles, se fossem sete mil, já se poderiam dar por felizes. Votavam, portanto, contra a batalha.

Apesar da pequena estatura, a figura direita e altiva do Condestável impressionava sempre quem o via, até entre os próprios inimigos. Fez-se silêncio quando D. Nuno Álvares Pereira se levantou para falar.

A sua voz soou firme e compassada.

— Senhores! O meu voto é contrário ao vosso e dir-vos-ei por quê. Se ficarmos inactivos — como é vosso parecer — será certa a ruína. Se aqui ficamos, o inimigo, sempre em maior número, nos buscará. Se nos alojarmos num sítio forte, fugindo dele, os Castelhanos correrão a sitiar Lisboa, que sentirá a nossa falta e a falta de mantimentos. Sem víveres, sem armada, sem soldados, com a infidelidade de alguns dos seus naturais, que será da nossa Lisboa? E, caindo Lisboa, cairão por terra todas as nossas esperanças! Não ignoro que seria prudente aguardar socorros de Inglaterra. Mas que poderá restaurar a perda de Lisboa, se ficarmos de braços cruzados, esperando um auxílio demorado? E depois, que faremos nós? Debandaremos então em correria, acção que designo de infamante?… 

Alguém contrapôs:

— E se formos para a batalha e a perdermos?

— Ganharemos pelo menos em honra! No entanto, se a ganharmos, como é minha fé, pela necessidade que temos de pelejar, a vitória saberá aligeirar tudo quanto nos possa ter acontecido!…

Depois, voltando-se para D. João I, que parecia abalado com as opiniões em massa contra a ideia de uma batalha imediata:

— E vós, Senhor, que aceitastes a coroa para defender o reino, perdereis toda a reputação que haveis adquirido se recusardes a peleja! Vede que a maior parte dos soldados contrários são visonhos ou andam atemorizados com as perdas passadas. Se os vossos gloriosos progenitores temessem estas desigualdades de opiniões, decerto não teriam ganho tão insignes vitórias. Senhor! Se outra for a vossa resolução, que não a minha, sabei que eu, só com os que me acompanham, pelejarei com o inimigo, pois julgo mais insofrida uma vida infame que uma morte gloriosa!

D. Nuno terminou a sua alocução. Sabia já ter dito o suficiente para saberem o que poderiam esperar dele. Todavia, os protestos levantaram-se calorosos. Achavam audaciosas, quase loucas, as ideias do Condestável. O conselho ficou adiado. Mas no dia seguinte D. Nuno Álvares Pereira passou com os homens que aliciara à cidade de Tomar, por onde o rei de Castela forçosamente passaria.

Ao ter-se conhecimento desta decisão, muitos fidalgos e chefes guerreiros propuseram a D. João I que castigasse o Condestável por tão audaciosa proeza. Mas qual não foi o espanto desses homens, quando o rei de Portugal decidiu:

— Senhores! Declaro-me também pela batalha! Quero ser rei de Portugal e não de Avis, como alguns para aí me apelidaram!

Houve certo burburinho, abafado pelo natural respeito ao Rei. E D. João I foi juntar-se ao Condestável, saindo de Abrantes depois de orar na Igreja de S. João. E chegaram a Aljubarrota a 14 de Agosto desse mesmo ano de 1385.

O mesmo sol continuava abrasando os campos, secando os regatos, sedentando as bocas. Cantavam as cigarras, que os pés dos soldados iam pisando nesse campo que D. Nuno escolhera para esperar o rei castelhano e todo o seu grande exército.

Pouco depois do meio-dia, os dois exércitos estavam frente a frente. Mas o rei castelhano não se dispôs logo a dar combate, receoso da sua posição estratégica.

Do alto, a luz solar caía a jorros, inundando o plaino de Aljubarrota e queimando as energias nessa enervante espera. Era fogo, o ar que respiravam. E da própria terra que as patas dos cavalos batiam saíam nuvens de pó que mais pareciam fumo. Começavam as bocas a sentirem-se sequiosas, os lábios a gretarem-se, as vontades a enfraquecerem. Então, D. Nuno procurou o valente Antão Vasques.

— Sabeis do que tenho temor? Não é do inimigo, é do sol! Os homens queixam-se de sede… e essa tortura será capaz de os derrotar, antes da luta!

Antão Vasques olhou o Condestável com ansiedade.

— E que fazer, senhor?

Olhando fixamente um ponto vago, D. Nuno meneou a cabeça.

— Perguntais bem, Antão Vasques! Mas creio que só há um caminho: encontrar água para os nossos soldados.

Perfilando-se, Antão Vasques pediu:

— Senhor! Se não vos opuserdes, tomarei eu conta de tal missão. Deixai que procure a água!

— Estais certo de a encontrar?

— Conto com a ajuda de Deus e de S. Jorge! Nem que tenha de arrancar água à própria terra, hei-de encontrá-la… e a vitória será nossa!

D. Nuno olhou-o com simpatia.

—Pois ide… e que S. Jorge vos proteja!

Sem mais ouvir, Antão Vasques correu imediatamente em busca dessa água bendita que poderia salvar as hostes de Portugal. Mas em vão parecia fazê-lo. Sob o sol abrasador, nem uma gota de água surgia nesses campos desertos! O desespero começou a apoderar-se do guerreiro. Mas conta a lenda que a certa altura da sua busca infrutífera, Antão Vasques desceu do cavalo e ajoelhou na terra escaldante. Dos seus lábios ressequidos subiu uma oração:

— Senhor meu Deus! Dizem que cada um de nós tem um Anjo da Guarda! Por tudo vos peço que me envieis o meu Anjo com um pouco de água!

E nesse mesmo instante, como uma miragem, Antão Vasques viu surgir, avançando para ele, uma graciosa camponesa com uma bilha de água na mão.

Murmurou, receoso de enganar-se:

— Será possível tamanho milagre?

Parecendo tê-lo ouvido, a jovem camponesa sorriu. Depois, chegando junto do cavaleiro:

— Senhor… creio que tendes sede. Tomai esta cantarinha e bebei. Tem água fresca e boa!

Antão Vasques nem chegou a responder. Aceitou a cantarinha e levou-a logo à boca, bebendo sofregamente. Só depois agradeceu à jovem:

— Graças! Esta água mata a sede… Mas é tão pouca… e nós somos tantos…

Voltou a camponesa a sorrir.

— Bebei à vontade, cavaleiro! A água não acabará assim tão depressa!

E com um gesto gracioso indicou a bilha que Antão Vasques conservava ainda nas mãos.

— Levai-a convosco e dai de beber aos vossos companheiros!

Antão Vasques olhou perplexo a jovem camponesa. Mas já ela lhe dizia, com certa autoridade na voz:

— Senhor Cavaleiro, não demoreis!… Os vossos companheiros também têm sede…

Sem mais acrescentar, afastou-se em direcção oposta à da batalha que ia travar-se. Duplamente contente, o cavaleiro gritou-lhe então:

— Adeus e obrigado por todos!

E aconchegando a bilha à sua armadura de guerra, Antão Vasques dirigiu-se quase correndo ao campo português, para contar ao Condestável o maravilhoso prodígio.

Entretanto, o rei de Castela, que hesitara em dar luta aos portugueses, preparava-se para atacar. E a água que a misteriosa donzela levara a Antão Vasques chegou no momento oportuno.

Corria de mão em mão, de boca em boca, a bilha pequena, cuja água parecia nascer dentro dela, não se sabe devido a que estranho milagre. Era um oásis de frescura e vigor! Renovamento das forças corporais e do espírito! Os ânimos fortaleceram-se. Havia desejo de lutar e vencer. Todo um exército renovado por ter bebido alguns golos de água de uma infusa de vulgar aparência!

Finalmente, os castelhanos resolveram atacar. A tarde já ia avançada. Supunha o inimigo que os portugueses já estariam exaustos da expectativa, quebrados, pela demora e pela sede. Iriam aproveitar-se dessa moleza em que julgaram envolvidas as nossas hostes. E o grito de guerra soou, como trovão medonho, abalando a terra de Aljubarrota!

Por montes e vales iluminados pela luz brilhante do Sol, subiu o clamor das trombetas, misturado com o ruído das armas e dos homens avançando em tumulto, à conquista de uma vitória esmagadora e decisiva. Mas, por milagre de Deus e esforço dos homens — contra o que os outros esperavam — os sete mil portugueses aguentaram a pé firme, estoicamente, aquela avalancha furiosa de trinta mil! O pó levantado do chão bailava no ar uma dança fantástica. Logo depois do primeiro embate, a surpresa do rei de Castela foi grande, e maior se tornou ainda quando os portugueses, manobrando com inteligência, envolveram o inimigo numa verdadeira tenaz de ferro e fogo! Era o princípio da maior vitóra militar de sempre!

De súbito, Antão Vasques entrou correndo na tenda de D. João I. Entrou chorando e rindo, simultaneamente:

— Senhor! Senhor meu rei! Deixai-me rir e chorar! Rio e choro de alegria! Os castelhanos fogem em debandada! E eu venho entregar-vos esta bandeira que pertenceu ao maior inimigo que tínheis no Mundo!

Caía a noite. Uma noite quente de Verão em que a Lua, qual grande círio, vinha pratear os campos cobertos de cadáveres, como se lhes quisesse prestar uma derradeira homenagem. A morte é sempre a morte, mesmo quando é dada ao inimigo e por uma causa justa.

Por entre as sombras da noite, fugia em debandada o exército castelhano, perseguido agora pelos aldeões. O próprio rei teve de disfarçar-se, mas foi reconhecido. E se passou a fronteira, deve esse gesto à generosidade do rei de Portugal. Entre os castelhanos que tombaram, alguns portugueses perderam também a vida, pela causa de Castela. Alguns portugueses que não souberam ter fé.

Noite de Verão e noite nas almas desse punhado de traidores! Entre eles, triste é dizê-lo, contava-se D. Diogo Álvares Pereira, irmão do Condestável. Todos possuem a sua cruz, e essa não foi pouco pesada a D. Nuno Álvares Pereira. Mas a batalha estava ganha com honra e glória! E embora o Condestável tivesse acreditado sempre no valor dos que tinha a seu lado, não deixava de crer também nesse valor extraordinário que permitira o feliz seguimento da luta — essa água milagrosa descoberta por Antão Vasques. Assim, no sítio onde a camponesa surgira com a cantarinha, D. Nuno Álvares Pereira mandou erguer a capela de S. Jorge.

E ainda hoje, em memória do extraordinário acontecimento, lá está sempre uma bilha de água, para dar de beber a quem passe e tenha sede.

 

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Sarah La Kali

Sarah la Kali

A primeira menção histórica a respeito de Sarah la Kali foi encontrada em um texto escrito em 1521, por Vincent Philippon intitulado, A Lenda das Santas-Marias. Suas páginas manuscritas encontram-se agora na biblioteca de Arles. Nesta versão da lenda, Sarah vivia em Camargue, sul da França (sem mais detalhes) entre ciganos do clã Sinte.

De acordo com outra narrativa, Sarah era de nascença uma egípcia e foi para a Palestina como escrava de José de Arimatéia. Este, que no ano 50 d.C empreendeu fuga da perseguição romana aos cristãos, viajando através do mar em uma pequena embarcação acompanhado de Maria Jacobina (irmã de Maria de Nazaré), Maria Salomé(mãe dos apóstolos João e Tiago) e Maria (mãe de). Eles se depararam com uma tempestade severa e segundo essa versão da lenda, Sarah guiou a todos, por meio da leitura das estrelas, para a costa distante, no sul da França.

Em outra lenda que nós, ciganos Sinte, acreditamos muito mais …Sarah la Kali foi uma cigana que estava acampada na costa ao sul da França, quando o barco em questão se aproximou. E o contato entre ela e as “marias vindas do mar” se deu da seguinte forma: de acordo com Franz Ville, autor do livro (Tziganes, editado em Bruxelas 1956): ” Uma de nossa gente foi quem recebeu a primeira revelação e essa pessoa foi Sarah la Kali. Nascida em uma família cigana, Sarah la Kali foi a pessoa principal de seu clã em Rhone (antigo nome da atual cidade de Saint Marie de La Mer). Ela foi escolhida como sacerdotisa-iniciada nos elementos Terra, Água e Ar e é por esse motivo que se vestia de preto, daí seu nome Sarah la Kali (em Romanês, Kali significa preto). Conhecedora de todos os segredos a ela transmitidos, e diga-se de passagem eram muitos os segredos; pois nós, ciganos, a esse tempo já conhecíamos os fundamentos de várias religiões e dominávamos várias formas de ocultismo. Nessa época uma vez por ano, os ciganos Sinte colocavam em seus ombros a estátua de ISHTAR (a filha da Lua) e entravam no mar para receber suas bençãos ( fato que atualmente ocorre com a imagem de Sarah la Kali). Ainda há registros nas tradições orais em Romani desta parte da lenda:
” um dia Sarah la Kali teve visões que a informaram: as “marias” que estiveram presentes à morte deJesus viriam para sua região e que ela as ajudaria. Sarah viu-as chegando em um barco. O mar estava bravio e ameaçava afundar a embarcação. Sarah lançou seu lenço nas ondas e, usando o mesmo, caminhou sobre as águas ajudando as “marias” a desembarcarem em segurança.


Image Detail

ORAÇÃO PARA SANTA SARA KALI – Em Romani

“Manglimos Katar e Icana Sara Kali

Tu Ke San Pervo Icana Romli Anelumia
Tu Ke Biladiato Le Gajie Anassogodi Guindiças
Tu Ke daradiato Le Gajie, Tai Chudiato Anemaria
Thie Meres Bi Paiesco Tai Bocotar Janes So Si e Dar,
E Bock, Thai O Duck Ano Ilô Thiena Mekes Murre Dusmaia
Thie Açal Mandar Thai Thie Bilavelma
Thie Aves Murri Dukata Angral O Dhiel
Thie Dhiesma Bar, Sastimôs
Thai Thie Blagois Murrô Traio
Thie Diel O Dhiel.”

Oração

Tu que és a única Santa Cigana do Mundo.
Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos.
Tu que fostes amedrontada e jogada ao mar.
Para que morresses de sede e de fome.
Tu sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração.
Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem.
Que Tu sejas minha advogada perante à Deus.
Que Tu me concedas sorte, saúde e que abençoe a minha vida.
Amém 


continuacao:

CONTINUACAO

 

A bem da verdade Saintes-Maries-de-la- Mer , ou “santas marias do mar “, é uma pequena vila de pescadores localizada no centro-sul da costa do mediterrâneo, França, na região de Camargue de Bouches-du-Rhone. Escavações arqueológicas e lendas locais indicam que a região tem sido venerada como um lugar sagrado por uma sucessão de culturas, incluindo os celtas, romanos, cristãos e, mais recentemente, nós, os ciganos. Uma vez que era o local sagrado da deusa tríplice celta – ligada às águas ( a deusa tríplice é o cerne das religiões pagãs e está presente em diversas culturas). Na cultura celta, há várias deusas que assumem esse papel de deusa tríplice, trazendo em si as três fases da vida: nascimento, crescimento e morte. São representadas por uma mulher que traz em si a adolescente, a mãe e a anciã. O três ou a tríade, antes mesmo de ser usado no Cristianismo, era a base da magia e religião celta, pois se baseava não só nas três fases da vida, mas também nas estações (que no início eram contadas como três – sendo que uma dependia da Terra, outra da Água e a última do Ar ). Em época celta a cidade possuía uma deusa da primavera conhecida pelo nome de Oppidum Priscum Ra. A adoração a deusa tríplice da água foi substituída por templos romanos dedicados a Artemis, Cibele e Ísis. Já em 542 dC, a cidade era conhecida como Saintes-Maries-de-la-Barca, em 1838, recebeu seu nome atual: o de “Saint Maries de la mer”. Fontes históricas mencionam uma igreja do século 9 construída na vila, mas muito pouco se sabe sobre a história da cidade antes do século 14, por causa de sua localização remota. Não se sabe exatamente quando e por que a igreja da vila se tornou o local mais sagrado dos ciganos”manushes” , algum tempo após sua chegada na Europa no início dos anos 1400.

Outros aspectos de Sarah la Kali: 
Quando nas lendas aparece a referência de que ela foi escolhida como sacerdotisa iniciada, na realidade isso equivale a dizer: ela era a personificação de uma Shakti. E dentro dos conceitos atávicos que trouxemos do norte da Índia, como personificação de uma Shakti, Sarah la Kali exercia a proteção dos oprimidos e perseguidos e é por isso que alguns clãs ciganos peregrinam rumo ao “santuário” de Sarah la Kali, em Saint Marie de la Mer, na França.

Nicolas Ramanush

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Esta seria a visão aproximada que as “Marias” tiveram do Mar Mediterrâneo para a região onde, conforme reza a lenda, estavam os ciganos e Sarah la Kali e que atualmente encontra-se a Catedral.

Esta seria a visão aproximada que as “Marias” tiveram do Mar Mediterrâneo para a região onde, conforme reza a lenda, estavam os ciganos e Sarah la Kali e que atualmente encontra-se a Catedral.O pequeno Rhône é um dos braços de um rio que deságua no Mediterrâneo, tem 68 km , sua profundidade varia 2 a 5 metros e sua largura entre 60 e 150 metros. Aqui navegávamos em suas águas calmas e viamos o famoso Rancho Reynaud. Um dos mais antigos e importantes da região na criação de touros de Camargue.

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Arroz de Camargue

 

 

Nesta foto você pode ver os campos de arroz, à margem do petit Rhône. O arroz é plantado em maio e colhido em setembro. Reparem que já havia alguns brotos. O arroz de Camargue é famoso no mundo inteiro pois é cultivado em água salgada que dá a ele um sabor diferenciado.

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Essa vegetação é chamada de Salicórnia elas são cheias de água, óleo e sal. É usada como tempero e chamada de “sal verde”.

 

Você pode ver na foto acima que a Cripta de Sarah la Kali situa-se logo abaixo do altar principal , e não do lado de fora da Catedral como muita gente acreditava.A Cripta é abobadada e na parte mais alta tem aproximadamente 2,80m

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No horário da missa com predominância de não ciganos.

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A cruz que se ve acima da porta lateral da Igreja é chamada Cruz de Camargue ela pode ser vista na maioria das casas da região e o seu simbolismo significa ” a minha fé está ancorada no meu coração”. Acima a esquerda ve-se a Catedral repleta de pessoas dentro , fora e na torre da mesma. Registramos aqui a saída de Sarah e na torre ve-se pessoas que buscavam uma visão privilegiada. Abaixo a tal visão privilegiada antes da procissão.

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Na placa afixada na Catedral pode-se ler oseguinte: ” Igreja das Santas Marias – século IX,X e XII.Dedicada as Santas Marias Jacobina e Salomé. Construida sobre um antigo santuário ( que hoje é a Cripta de Sarah),na forma de um forte para proteger os habitantes e as relíqueas das invasões Sarracenas.
Dentro da Cripta estatua deSantaSarah patrona dos Ciganos.

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